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sexta-feira, 8 de junho de 2012

"Paredão": vejam o vídeo que mostra como foi a votação do edital do Projeto Nova Luz

Caros parceiros,

Leiam a notícia que saiu hoje (08/06) no jornal Estadão intitulado: 

Justiça barra projeto Nova Luz pela 3ª vez

Prefeitura é acusada de vetar a participação popular no plano de reurbanização do centro

E vejam também os 7 minutos antes da votação do edital do Projeto Nova Luz no dia 04 de Abril de 2012.

No vídeo abaixo você vai ver o "paredão" que a juíza Alexandra Fuchs de Araújo, da 7.ª Vara da Fazenda Pública da capital, se refere em sua argumetação judicial:




Leia na íntegra o processo CLIQUE AQUI

Veja opinião no blog da arquiteta urbanista RAQUEL ROLNIK CLIQUE AQUI

Jornal Estadão



Grata por nos acompanhar
beijos
Paula Ribas

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Vídeo: Prefeitura de São Paulo aprova plano urbanístico de Zeis da "Nova Luz"

Conselheiros do ZEIS do poder público. Foto: Camila de Oliveira

Olá pessoal,

Segue abaixo o link do vídeo feito na reunião da ZEIS 3, a qual resultou na aprovação do plano urbanístico de ZEIS do Projeto Nova Luz.

Assista e veja com os próprios olhos como o poder público trata a sociedade civil.




Camila de Oliveira

sábado, 10 de março de 2012

Moradores reclamam que projeto Nova Luz não contempla a participação da sociedade


Reunião do Conselho Gestor de ZEIS na prefeitura em São Paulo
(foto: Paula Ribas)

Caros parceiros, 

Segue matéria que saiu no site da Rede Nossa São Paulo  baseado na denuncia que fiz aqui no blog sobre a não participação de conselho gestor para os 45 quarteiros do projeto Nova Luz.
Ontem publiquei a notícia denunciando exatamente essa questão por que vai prejudicar e muito a cidade de SP e quem está nela. Leia a seguir na íntegra a discussão que fiz com o  arquiteto responsável do projeto Nova Luiz, Luiz Ramos (SMDU):

Leia na íntegra aqui:

Projeto Nova Luz será aprovado sem Conselho Gestor com a participação da sociedade civil !!


Essa notícia é fruto do que foi debatido no conselho gestor de ZEIS na última 4° feira (07/03) na prefeitura de São Paulo. Isto é de que não há um conselho gestor para discutir os 45 quarteirões do projeto nova Luz! 
Logo o projeto Nova Luz será aprovado sem a participação social antes do edital. E sim, após a aprovação da licitação. Isto é, o conselho que será formado pós a aprovação terá que fazer o que consta no edital. Mas, se no edital (quando se define o que terá que ser feito no projeto Nova Luz) não há inclusão da sociedade sob os 45 quarteiros o que adiantará depois? Fazer o que apenas a prefeitura quer? 


O arquiteto Luiz Ramos diz que "não haverá um conselho que englobe o projeto Nova Luz como um todo". Essa gestão pública é equivocada e a lei absurda, leia na íntegra a falha dentro do processo da implementação do projeto na matéria do jornalista Airton Goes, da rede Nossa São Paulo:

Moradores reclamam que projeto Nova Luz não contempla a participação da sociedade

Publicado em: 09/03/2012 - 16:41

 
Edital da concessão urbanística está sendo elaborado para sair antes das eleições. Lei que autorizou o projeto, porém, prevê a instalação do conselho gestor somente após a assinatura do contrato com a empresa vencedora da licitação


Airton Goes airton@isps.org.br

“Um projeto que vai impactar a vida de 12 mil moradores, fora os comerciantes e os trabalhadores da região, não pode ser aprovado sem a participação da sociedade”, critica Paula Ribas, presidente da Associação de Moradores e Amigos da Santa Ifigênia e Luz (Amoaluz). Ela se refere ao edital do projeto de concessão urbanística Nova Luz, que está sendo elaborado e deve ser anunciado nos próximos meses. “A gente percebe uma certa pressão para que o edital saia antes das eleições deste ano”, afirma.

A reclamação de Paula, que encontra respaldo em grande parte dos moradores e comerciantes da região localizada na área central da cidade de São Paulo, é que não existe um canal institucional para a sociedade civil local participar das decisões sobre a obra já nesta fase, de preparação do edital. “É o edital que vai reger o projeto Nova Luz”, argumenta.
Na lei que aprovou a concessão urbanística (Lei 14.918, de 7 de maio de 2009) está prevista a instalação de um conselho gestor – formado por representantes da sociedade civil e do poder público –, “para fiscalização, verificação e acompanhamento do cumprimento das diretrizes gerais e específicas da intervenção urbana”. A mesma legislação, entretanto, estabelece que o conselho gestor “será instituído após a celebração do contrato de concessão urbanística”. Ou seja, após a definição da empresa vencedora do edital.

“A lei está errada”, acredita a presidente da Amoaluz. Segundo ela, o projeto é pura especulação imobiliária. “Querem colocar onde eu moro uma pessoa que pode pagar mais pelo imóvel.”
Paula garante que a comunidade não é contra a melhoria do bairro. “O problema é que para isso ocorrer [a implantação do projeto], querem tirar todos os atuais moradores de lá.” Na avaliação dela, não há nenhuma garantia de que as pessoas vão continuar na região após as obras de revitalização. “A única coisa que conseguimos até agora, depois de muita luta, é ter um cadastro, onde a pessoa recebe um protocolo para provar que mora no bairro.”

Ela participa do Conselho Gestor da ZEIS (Zona Especial de Interesse Social) da Santa Ifigênia, que foi criado pelo Plano Diretor Estratégico da cidade e abrange 11 quadras. “O projeto Nova Luz envolve 45 quadras e não há um conselho gestor para discutir a proposta total”, lamenta.
A Prefeitura argumenta que, na fase atual, a participação da sociedade se dá por meio das audiências públicas realizadas para debater as modificações que deverão ser feitas na região, onde se localiza também a Cracolândia. “Nas audiências públicas, que são realizadas uma vez por ano ou a cada seis meses, a participação das pessoas se resume a três minutos de fala”, rebate Paula.

Para outras informações sobre o tema acesse o blog: http://www.apropriacaodaluz.blogspot.com/ 

fonte: Rede Nossa São Paulo  http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/17580

Desde já agradecemos o apoio da imprensa em divulgar nossa posição.
grata por nos acompanhar

beijos
Paula ribas

quinta-feira, 8 de março de 2012

Projeto Nova Luz será aprovado sem Conselho Gestor com a participação da sociedade civil !!


Reunião do conselho gestor de ZEIS - Projeto Nova Luz

(foto: Paula Ribas)

Caros parceiros,


Ontem (07/03)  tivemos a reunião do conselho gestor de Zeis do projeto Nova Luz e , segundo o Alonso Lopez citou em reunião,  já "podemos" aprovar a minuta da ZEIS até o mês de abril para abrir o edital do projeto Nova Luz. Que tem como prazo 30 dias para manifestação pública.


Fiquei indignada , pois o mesmo Alonso, quando formávamos e estávamos formando o conselho de ZEIS  (mês maio/junho de 2011) dizia que o conselho de ZEIS seria o "conselhinho" para discutir e deliberar as 11 quadras e que o "conselhão" seria para discutir o projeto Nova Luz como um todo, isto é, as 45 quadras que envolve os bairros Santa Ifigênia e Luz. 


E adivinhe o que aconteceu? Não vai ter o "conselhão" do projeto Nova Luz, apenas o conselho de ZEIS que discutiu apenas as 11 quadras do projeto. Quando digo apenas me refiro comparada as 34 quadras restantes que não se tem atenção especial e construção direta. Isto é, a maior parte do que será realizado no proejeo Nova Luz NÃO TEVE PARTICIPAÇÃO E DEBATE COM A SOCIEDADE CIVIL SOB AS 45 QUADRAS QUE ENVOLVE TODO O PROJETO.

Vcs sabem o que o poder público chama de "participação popular"?
As audiências públicas !

E você sabe como acontece audiências públicas?
O tempo de fala da sociedade civil é de 3 minutos, o tempo de fala de associaçãoes e organizações sociais de 5 MINUTOS!

Logo, dentro desse tempo  (é lógico) que não há tempo hábil para falar e , muito menos, para ouvir a resposta do poder público que não respondem nada.

Nós estamos cansados de esperar respostas que até hoje não vieram, como por exemplo: Quanto será pago para quem for desapropriado da região? A familia que tiver seu imóvel desapropriado e demolido para onde vai? Terão casa DEFINITIVAS para a relocação?
Quem ainda está pagando o financiamento do seu imóvel/apartamento/bem como fica dentro do projeto Nova Luz? A  óbvia pergunta quanto as questões do crack, da droga e dos dependetes químicos que assitencia terão?

 QUEREMOS AS GARANTIAS REAIS!!! Que assegura quem está na região e que seja cumprido o que está sendo prometido para os futuros moradores, comerciantes e usuários da região.

Para saber com mais detalhes o que digo aqui leia na íntegra matéria divulgada na revidta Carta Maior CLIQUE AQUI
Leia aqui trecho da ata da reunião realizada no dia 29 de fevereiro de 2012 na prefeitura.  


O que você vai ler abaixo copiado da ata, é o momento em que eu questionei sobre a participação da sociedade civil para discutir o projeto Nova Luz como um todo, isto é, sobre os 45 quarteirões. 

Paula Ribas (AMOALUZ): ... se o edital é pros 45 quarteirões, quem que vai definir o que entra no edital, dos outros quarteirões que até o momento se não há conselho, porque nós somos o conselho dos 11 da ZEIS e dos outros? Porque daí é uma coisa muito maior. Qual é o critério de inclusão? Porque, quem da parte civil está participando efetivamente do Projeto Nova Luz como um todo? Até agora não há participação social, nem por meio de conselho, no Projeto Nova Luz, aqui é o núcleo das ZEIS do Projeto Nova Luz. Uma parte. Então se o edital é pra todo, não há participação popular pra todo, não. Não há participação popular para os 45 quarteirões. Da onde vai sair isso?

Luis Ramos (SMDU): Paula, o Projeto urbanístico como um todo, ele pensado na concessão urbanística nas 45 quadras. Então, voltando ao que o Gláucio falou, as ZEIS é parte disso. Então ela automaticamente tá contemplada no edital. Então a garantia de que as ZEIS acontece tá na medida em que o conjunto de intervenções, o concessionário fica obrigado a implementar como um todo, nas diversas quadras. Espera aí. Nas 45 quadras. Aqui a gente tá fazendo uma série de discussões que são afeitas ao que a legislação diz: “olha, devemos ter um Conselho Gestor específico pra discutir as questões relativas a Zona Especial de Interesse Social”. É parte disso. A participação na outra parte fora das ZEIS vem se dando ao longo de todo processo, com reuniões que já houveram, com audiências. Questão específica do edital, ela é contemplada...

Paula Ribas (AMOALUZ): Luis...

Luis Ramos (SMDU): Paula, ela é contemplada pela consulta pública. É o que tá previsto. Porque esse edital, ele tem uma série de... o Gláucio pode até entrar em detalhes disso, questões muito mais técnicas, e mesmo jurídicas, pra construção disso. O elemento que dá subsídio pra construção do edital é o Projeto, são as transformações programadas no Projeto. Isso é o que dá o corpo do que estará contido no edital. Aí, essa comissão vai ajudar a montar pra colocar. Porque é um conjunto de regras e de contratos etc, e tem que tá muito claro: “Olha, isto funciona dessa forma. Isso funciona daquela forma”. Isso é muito detalhado, pra poder ser aplicado.

Paula Ribas (AMOALUZ): Tá. Você ainda não respondeu a pergunta que eu fiz. Porque a minha pergunta foi: não há um conselho social que toma conta do Projeto Nova Luz como um todo.

Luis Ramos (SMDU): Não, não há.

Paula Ribas (AMOALUZ): Então, se o edital é para o Projeto Nova Luz significa que os outros quarteirões, que não há participação popular, alguém vai deliberar, introduzir neste edital questões que são fora das ZEIS. Quem vai fazer isso, se não há um conselho social para o Projeto dos 45 quarteirões? É isso que eu quero saber.

Luis Ramos (SMDU): Então, isso foi dito já, Paula. O que há pra toda a concessão, pras 45 quadras, é a participação no momento em que a gente tem a consulta pública do edital, todos os elementos. Pra quem tá fora dessa área de ZEIS pode se manifestar. Não há uma previsão legal de que tenhamos um Conselho Gestor agora, na fase do Projeto, pra área como um todo.

Paula Ribas (AMOALUZ): Então você tá me dizendo que não há participação...

Luis Ramos (SMDU): Por favor, Paula, aguarda um pouquinho.

Paula Ribas (AMOALUZ): Tá.

Luis Ramos (SMDU): Na área da concessão, o conselho que tava se referindo, provavelmente o Assad, que foi a referência que o Gláucio fez, o conselho da área como um todo, ele tá previsto como uma implantação posterior, pra acompanhamento, pra na hora que for dito: “Olha, temos que implantar este espaço de praça, esta ampliação de via, intervenção nesta quadra e esta escola...”, este conselho global acompanha isso e fala: “Não, você já tinha que ter feito, você tem que fazer, tá atrasado”. O Conselho Gestor olha isso também, e olha com mais detalhes: “Você tinha que ter feito habitação de interesse social neste conjunto de quadras. Segundo a programação prevista tem que acontecer”. Então ele tem que monitorar e tem que demandar isso pro concessionário, falar: ‘Ó, tá na hora”, se ele ainda não tiver feito. Ele acompanha e monitora essa implantação.

Paula Ribas (AMOALUZ): Então você está me dizendo que pro edital do Projeto Nova Luz, onde vai entrar questões fora das ZEIS, não está tendo participação popular por meio de um Conselho Gestor, ou algo oficializado. Correto?

Luis Ramos (SMDU): O que eu tô dizendo é que não existe um Conselho Gestor institucionalizado pra isso, Paula. Isso é feito através do procedimento que é usual, o Gláucio pode me corrigir, que é o procedimento de consulta pública. Que é esse procedimento que garante a participação popular.

Paula Ribas (AMOALUZ): Então é o seguinte, de novo a sociedade ali não tá podendo participar e nem colocar. Porque até agora nós estamos numa camisa de força dentro desse conselho, porque a gente ouve o tempo todo vocês... e aqui a gente delibera e pensa ZEIS, é ou não é? A gente que, por metidez mesmo e por preocupação, tá colocando sugestões para o Projeto Nova Luz, criando documentos paralelos, porque a gente tá construindo um trabalho de meses já. Como que tudo isso que tá sendo acumulado e debatido, simplesmente, vai ser desperdiçado ou não acumulado por tal Conselhão, que sempre foi discutido aqui e que ZEIS seria o Conselhinho? Cadê esse Conselhão? Quando ele aparece? Depois que o edital for aprovado e a licitação acontecer e começar a execução, é isso?

Carolina Moretti (SP Obras): Na verdade, tem uma previsão legal pra todas essas participações. Inclusive pra construção do conselho. Onde a sociedade civil, enfim, todas as pessoas podem participar da construção do edital. Durante o período de consulta pública, 30 dias é o prazo que a lei estabelece pra que todas as contribuições ao edital... Porque o edital já é o produto de muita reflexão. Todas as discussões que a gente tem aqui...

(fala sem microfone)

Carolina Moretti (SP Obras): Aqui, eu acho que não cabe a gente julgar. 



Pessoal, a coisa é séria!!!
Não podemos permitir que o projeto Nova Luz seja aprovado sem a participação popular como um todo. Estamos nessa luta a mais de 1 ano para incluir as demandas do social tão desprezado pelo poder público e por interesses da área do comércio.
Você acha que em 30 dias conseguiremos aprovar o projeto TODO?  Onde há 11 mil pessoas que moram na região envolvidas?
Só para pensar e elaborar a ZEIS ( 11 quadras) levamos quase 1 ano?
Se informe e acompanhe essa luta!
Divulgue para que mais pessoas acompanhem o que acontece nas reuniões do conselho.
grata
beijos
PAZ
Paula Ribas


 
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