quinta-feira, 22 de novembro de 2012

AMOALUZ na Espanha e Colômbia: documentário LUZ será exibido no espaço "Lugar a Dudas"

Foto de divulgação do coletivo Left Hand Rotation do documentário LUZ

Caros parceiros,

A vida útil do documentário LUZ, produzido pelo coletivo Left Hand Rotation, continua firme e sendo estímulo para debates sobre gentrificação pelo mundo.

Na próxima semana será exibido para discussão em Cali (Colombia) e em dezembro em Barcelona (Espanha).

Em Cali, será no espaço Lugar a Dudas , espaço independente sem intenção de lucro que promove e difunde a criação artística contemporânea por meio de um processo de investigação , produção e confrontação aberta.

Em Barcelona, o documentário fará parte de um ciclo de filmes que tem como tema a gentrificação, o evento será organizado pela Rai-Art. A Rai- ART  é uma associação que funciona como plataforma de projetos para a transformação social, cultural e educativa, oferecendo um amplo apoio de recursos e iniciativas por meio da intercultura, antirracismo, a participação autônoma e o empoderamento individual e coletivo.

O documentário chegou a ser  visto por mais de 40 mil pessoas num único mês em vários países, dentre eles: Portugal, Espanha, Colômbia, Brasil, Argentina, entre outros.

No Brasil, a visibilidade foi bastante difundida por meio de blogs, redes sociais e canal aberto de televisão, veja algumas notícias abaixo:


Banner do documentário LUZ produzido pelo coletivo espanhol Left Hand Rotation 



Veja a notícia no site do coletivo Left Hand Rotation


jueves, 22 de noviembre de 2012


Colaboramos en la muestra "Cartografías a la deriva" en el espacio Lugar a Dudas (Cali, Colombia)

Nuevo destino para nuestro documental "LUZ" sobre el proceso de "revitalización" del barrio de la Luz en São Paulo. Un proyecto producido por Pensart Cultura e Instituto Cervantes. En este caso será proyectado en Lugar a Dudas (Cali, Colombia), un espacio independiente sin ánimo de lucro que promueve y difunde  la creación artística contemporánea a través de un proceso articulado de investigación, producción y confrontación abierta. 

El evento que transcurre estos días (del 20 al 29 de noviembre, de martes a sábados a partir de las 17H), "Cartografías a la deriva" es una muestra de ejercicios documentales y cartográficos, realizados desde acciones colectivas, de diálogo, reconocimiento y reivindicación territorial en distintos lugares de América Latina.

También colaborarán colectivos como Antena Mutante (Brasil) o Iconoclasistas (Argentina).



Veja aqui o que já foi publicado no blog Apropriação da LUZ sobre o coletivo Lef Hand Rotation:

Luz, o documentário: visto por mais de 40 mil pessoas em vários países
http://apropriacaodaluz.blogspot.com.br/2012/03/luz-o-documentario-foi-visto-por-mais.html


Documentário LUZ é exibido na TV BRASIL
http://apropriacaodaluz.blogspot.com.br/2012/03/documentario-luz-e-exibido-na-tv-brasil.html


Documentário espanhol revela a Nova Luz
http://apropriacaodaluz.blogspot.com.br/2011/12/documentario-espanhol-revela-nova-luz.html


AMOALUZ vai a cidade de Bogotá - Colombia
http://apropriacaodaluz.blogspot.com.br/2011/12/amoaluz-vai-cidade-de-bogota-colombia.html


Intermeios - Casa de artes e livros promove debate a partir do documentário LUZ
http://apropriacaodaluz.blogspot.com.br/2012/05/ntermeios-casa-de-artes-e-livros.html


Agradecemos sempre pelo coletivo espanhol ao apoio em prol do construção da dignidade humana.
O documentário LUZ fortaleceu e propagou a mensagem da moradia com relação ao Projeto Nova Luz.
A voz dos moradores do centro de SP continua a ressoar e ampliar.
Salve!
Gratidão

Paula Ribas

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Haddad vai rever Nova Luz e "congelar" Faria Lima

Plenária com Fernando Haddad na Rua Santa Ifigênia com representantes da moradia e com o comércio da Santa Ifigênia  e Luz
(foto: Camila de Oliveira)
Caros parceiros,

Como era de se esperar, Fernando Haddad, prefeito que assume a prefeitura de São Paulo em 2013, vai discutir o projeto Nova Luz com a sociedade civil organizada da região.

Já tínhamos esse compromisso e agora o governo petista já dá sinais para esse reparo necessário a ser feito quanto ao projeto já no primeiro semestre de 2013.

O que queremos foi sempre o que pleiteamos na gestão Kassab: rediscutir o projeto com a sociedade civil desde o seu início com a inclusão de quem está na região. Mas, a proposta não foi aceita e tínhamos espaço apenas para remendos. 

Bem vindo Fernando Haddad! 
Estamos a disposição para dialogar e construir um centro de SP digno e com equilíbrio social.

Paula Ribas



Veja o que saiu hoje no jornal Estado de São Paulo: 

Haddad vai rever Nova Luz e "congelar" Faria Lima

07 de novembro de 2012 | 10h 13
DIEGO ZANCHETTA E FERNANDO GALLO - Agência Estado
O prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), vai modificar as desapropriações previstas no projeto da Prefeitura planejado desde 2005 para revitalizar a região do centro de São Paulo conhecida como cracolândia. O futuro governo também sinalizou que vai parar de liberar novos prédios, por meio da venda de Cepacs (Certificados de Potencial Construtivo), nas regiões das Avenidas Brigadeiro Faria Lima e Jornalista Roberto Marinho.
As duas ações fazem parte do pacote de reforma urbana que Haddad promete encaminhar à Câmara Municipal no primeiro semestre do ano que vem.
O Nova Luz, bandeira da gestão José Serra/Gilberto Kassab, prevê, entre outras ações, transferir a gestão de 45 quadras do bairro da Luz à iniciativa privada, além de desapropriar e demolir 50% da área compreendida no perímetro formado pela Rua Mauá e as Avenidas São João, Ipiranga, Cásper Líbero e Duque de Caxias. O objetivo de Kassab era levar 15 mil novos moradores para a região.
Haddad quer agora ouvir moradores e comerciantes da Rua Santa Ifigênia, contrários ao projeto, para enviar as modificações para aprovação da Câmara Municipal. Em agosto, durante a campanha, o prefeito eleito já havia se comprometido com lojistas da área a "acabar com o pesadelo" que consta no projeto atual. O petista quer um "novo desenho" para a proposta, com o fim da maior parte das desapropriações previstas para moradores e comerciantes da região.
No caso das operações urbanas na Faria Lima e na Água Espraiada, integrantes da transição entendem que o futuro governo está obrigado a preservar o direito adquirido de quem já comprou Cepacs - títulos que permitem construir imóveis acima da metragem permitida pela lei de zoneamento -, mas avaliam que a tendência é de que o governo não permita a venda de novos títulos, uma vez que consideram que as duas regiões estão saturadas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Fonte: Jornal Estado de São Paulo 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

AMOALUZ na UNICAMP: participa de debate sobre Nova LUZ

AMOALUZ participa de debate na UNICAMP
Eduardo Sombini foi o mediador do debate
(fotos: Luciano Duarte Silva)

Caros parceiros,



A AMOALUZ, por meio da arquiteta urbanista Simone Gatti e eu, fomos convidadas a participar da 8° Semana de Geografia da Unicamp, promovida pelos estudantes de gradução de geografia, no mês de setembro, e teve como  tema:  "A cidade e seus usos atuais: da lógica corporativa às possibilidades de resistência".

Pudemos expor e dialogar com alunos de graduação e professores dos cursos de arquitetura e urbanismo, geografia, história, entre outros,  que convergem e tem como foco de intetresse o projeto Nova Luz.

A arquiteta Simone Gatti fez uma apresentação de 40 minutos onde, detalhadamente, apresentou, do ponto de vista técnico, o desamparo em que a moradia estava em desde 2010 (quando a AMOALUZ inicia suas ações em prol da moradia), como se iniciou o movimento de resitência dos moradores e comerciantes da região, e em que ponto estamos nesse momento.

Eu pude relatar e mostrar por meio das fotografias nossas ações de comunicação com o bairro, a fim de esclarecer e desmontar a boataria que permeia o projeto e amedronta a população local.  Disse também sobre o resgate de amor e respeito do morador e do comércio com o bairro e o desejo em construir dignidade e justiça social. Além, claro, falar uma curiosidade: de que a Santa Ifigênia é a santa da casa própria, por incrível que pareça!

O encontro foi permeado com papo sério e momentos de leveza e alegria.
Pois, a AMOALUZ faz dessa luta uma luta de construção e não de resitência por resistir sem propor e construir. Temos propostas baseadas nas demandas e nos diálogos com o movimetnos socias da região central. Nossa pauta está baseada em direitos humanos e cidadania.


O auditório estava lotado com estudantes de diversos cursos e professores da Unicamp

Essa semana para os alunos é um tempo em que  eles pautam e organizam o evento para  o aprendizado, debate e reflexões profundas de assuntos de interesse dos graduandos.

Simone Gatti  no momento em que apresentava  o ponto de vista técnico e estratégico de como atua a AMOALUZ

Já tivemos a experiência e a oportunidade em participar e dialogar  no universo acadêmico na  USP, FESPSP e na Universidade Belas Artes. E com diversos alunos de outras universidades, como: Anhembi Morumbi, FMU, Casper Líbero, entre outras.

E sempre estamos a disposição para ir até as universidade e grupos ou ainda recebê-los no bairro para dialogar sobre o nosso ponto de vista do enfrentamento do Nova Luz.

Agradeço a valiosa oportunidade de estar nesse debate e poder colocar e expressar nossa visão e impactos de quem passa por essa situação de desamparo.
Agradeço a UNICAMP e aos alunos do curso de geografia a importante troca e experiência para nossa luta.

Veja nesse link  do jornal do Centro Acadêmico da Unicamp que resume a Semana de Geografia e fala um  da mesa em que participamos: http://issuu.com/geocact/docs/out2012


Grata
Paula Ribas

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Está decretado: tem ZEIS na Santa Ifigênia e LUZ !


Caros parceiros,

No dia 22 de outubro, o atual prefeito, Gilberto Kassab, fez o decreto da ZEIS no Nova Luz.

Isso é motivo de vitória, posto que haviam forças bastante contrárias que não queriam resguardar o direito a moradia popular e de baixa renda na região central. Pois, contrariava interesses comerciais que interpretavam que "esse público" só afastaria  classes mais abastadas para consumirem na região. 

O Conselho Gestor de ZEIS, fundada em junho de 2011, foi e ainda tem sido alvo disso.

 Mesmo que as moradias popular estivessem seus direitos assegurados no Plano Diretor da Cidade de São Paulo.
Foi divulgado no Diário Oficial do dia 23 de Outubro de 2012, o decreto Nº 53.489, DE 22 DE OUTUBRO DE 2012 que Aprova o Plano de Urbanização da ZEIS 3C.016 - SÉ.

Mais uma conquista do Conselho Gestor de ZEIS - Nova Luz que conta com a AMOALUZ plenamente comprometida com a justiça social e os direitos humanos assegurados.
Mais um resultado de que valeu e vale muito a pena ter fundado e fazer parte dessa história em resguardar a dignidade humana.

Há uma citação bíblica que traduz muito esse momento: "Dai a César o que é de César, dai a DEUS, o que é de DEUS"...e dai ao povo o que necessita.

Gratidão a tudo e a todos que querem construir dignidade social no centro de São Paulo

Grata, sempre!
Paula Ribas


Veja a seguir o texto extraído do Diário Oficial e o link para consulta direta no site:
http://diariooficial.imprensaoficial.com.br/nav_v4/index.asp?c=1&e=20121023&p=1


DECRETO Nº 53.489, DE 22 DE OUTUBRO DE 2012
Aprova o Plano de Urbanização da ZEIS 3C.016 - SÉ.

GILBERTO KASSAB, Prefeito do Município de São Paulo, no
uso das atribuições que lhe são conferidas por lei,
CONSIDERANDO o disposto nos artigos 171, 175 e 178
da Lei nº 13.430, de 13 de setembro de 2002 (Plano Diretor
Estratégico);
CONSIDERANDO o disposto nos artigos 18 a 22 do Decreto
nº 44.667, de 26 de abril de 2004;
CONSIDERANDO a prévia aprovação pelo Conselho Gestor
constituído pelas Portarias nº 208/SEHAB/11, nº 162/SEHAB/12,
nº 206/SEHAB.G/12 e nº 248/SEHAB.G/12 e pela Comissão de
Avaliação de Empreendimentos Habitacionais de Interesse
Social - CAEHIS,
D E C R E T A:
Art. 1º. Fica aprovado o Plano de Urbanização da ZEIS 3
C.016 - SÉ, elaborado sob a coordenação da Secretaria Municipal
de Habitação - SEHAB, com base nas disposições do Decreto
nº 44.667, de 26 de abril de 2004, e consubstanciado nas plantas
do Plano de Urbanização e respectivo Memorial Descritivo,
constantes das fls. 1.825 a 1.853 do processo administrativo nº
2010-0.307.428-2.
Art. 2º. Este decreto entrará em vigor na data de sua
publicação.
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 22 de
outubro de 2012, 459º da fundação de São Paulo.
GILBERTO KASSAB, PREFEITO
LUIZ RICARDO PEREIRA LEITE, Secretário Municipal de
Habitação
NELSON HERVEY COSTA, Secretário do Governo Municipal
Publicado na Secretaria do Governo Municipal, em 22 de
outubro de 2012.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Haddad é o único candidato a prefeitura de SP comprometido com o Nova Luz



Imagem do site do jornal com as propostas de candidatos a prefeito de SP sobre a cracolândia
Caros parceiros,

Como era de se imaginar o bairro da Santa Ifigênia e Luz recebeu algumas visitas de candidatos a prefeito de São Paulo. Ouvimos muitos, discutimos o que deu, pois vários candidatos se mostraram despreparados e sem acumulo de entendimento dos prejuízos sociais e os impactos do projeto Nova Luz, bem como, os projeto de revitalização e operações urbanas de modo geral. 

Porém, apenas o candidato do PT, Fernando Haddad,  foi o único que se comprometeu e incluiu  o Nova Luz no seu plano de governo após os diversos contatos que teve com a população local.

Veja a seguir uma tabela que o jornal Folha de São Paulo montou relacionando assuntos sociais com as propostas dos candidatos.
Os temas elencados pelo jornal foram:  saúde, educação, segurança, infraestrutura, transporte, esporte, cultura,  lazer, limpeza, cracolândia, enchentes, subprefeituras.

Se você entrar nesse link
 http://www1.folha.uol.com.br/especial/2012/eleicoes/programas_temas.shtml
e clicar no tema "cracolândia" verá essa tabela. Fiz a pesquisa baseada nas  propostas dos candidatos Haddad, Russomano, Serra e Gianazzi:




Haddad é o único candidato comprometido com o projeto Nova Luz!
O candidato entendeu o mesmo que nós que estamos no bairro da Santa Ifigênia e Luz : o Projeto Nova Luz  não pode ser usado como ferramenta de "combate" a cracolândia no centro.
O candidato do PT foi no ponto que nós que estamos vivendo essa situação de perto percebemos também.
O projeto Nova Luz é usado como a ação municipal que vai acabar com o tráfico e consumo de drogas na região.

Eu tive a oportunidade de conversar com Fernando Haddad sobre a nossa situação no centro, em especial sobre os imapctos do projeto Nova Luz.
Veja a seguir a entrevista que fiz com o candidato ainda quando era ainda pré-candidato do Partido dos Trabalhadores:





No debate sobre especulação imobiliária , na casa Fora do Eixo, Haddad falou sobre
 o Nova Luz e como percebe essa questão
(da esq.) Renato Rovai, Kazuo Nakano, Roberto do Luz Livre, Paula Ribas, dep. federal Zaratini e Fernando Haddad
(foto: Casa Fora do Eixo)

Outra oportunidade em que pude expor os temores do moradores foi quando esteve numa plenária na região, na rua Santa Ifigênia:





O quadro e a situação em que nos encontramos está muito claro!
Fernando Haddad está comprometido em rever e refazer o projeto Nova Luz como falou para todos os presentes quando esteve na Santa Ifigênia e Luz. Os outros candidatos não tiveram essa atenção para a nossa questão paesar de também terem ido na região dialogar com a população local.




                           Deputado Estadual Luiz Claudio Marcolino com Fernando Haddad  



Quero aqui destacar o empenho que os parlamentares do PT tem com o centro em especial o deputado estadual Luiz Claudio Marcolino, que foi um dos parlamentares que ajudou na construção da proposta de governo do Haddad para São Paulo.

Marcolino tem estado atento aos desequilibrios sociais e as chamadas revitalizações que estamos passando.
Veja alguns momentos emq ue esteve conosco para dialogar com a comunidade local.

Deputado Marcolino esteve no bairro Santa Ifigênia para dialogar com a população
sobre o Nova Luz
(foto: Camila de Oliveira)
Dep. Marcolino durante o encontro com moradores e comerciantes da Santa Ifigênia e Luz
(foto: Camila de Oliveira)

Não devemos temer política e muito menos os políticos.

Há uma inversão de valores que conspira para que a população se afaste dos meios legais e democráticos de participação. Devemos ocupar o espaço em que a sociedade tem o dever e o direito de ocupar para construir uma sociedade e uma cidade mais digna e justa para todos.


Cobre de quem você votou atuação e transparência.
Faça a sua parte, proponha e lute para que a mudança aconteça.


Grata
Paula Ribas




                          

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Preto Amaral: um júri para se discutir direitos humanos


Caros parceiros,

Amanhã acontecerá um encontro imperdível da arte com o social e a "verdade".
O teatro é o espaço oportuno onde é possível o impossível. É onde se pode e se deve usar para recontar , trazer a tona e discutir direitos humanos e sociais.  
Isso somado a experiência, a garra e a competência do diretor e autor da cia. Pessoal do Faroeste, Paulo Faria, devo dizer: a arte já altera e influência a história de luta do centro de São Paulo!
Recentemente, estive na Rua do Triunfo, n° 305 e conheci a sede do Pessoal do Faroeste.
Fui assitir, o final da temporada da belíssima peça, Borboleta Azul, com direção e dramaturgia de Paulo Faria. Incrível o modo de falar a partir de expulsão, desapropriação do ponto de vista de uma mãe e sua filha que estão a espera de um irmão que prometeu que voltaria para levá-las dali. A desapropriação é causada por Belo Monte, mas se compararmos com Nova Luz, é o mesmo drama.
Vejam a breve entrevista que fiz com Paulo Faria onde ele fala sobre: eugenia, gentrificação, Proejto Nova Luz, como por meio da arte é possíbvel revitalizar o centro e destaca o trabalho em Preto Amaral:
Vejam também a divulgação do júri Preto Amaral que será realizado amanhã!
Imperdível!
Cartaz da peça teatral realizada pela Cia. Pessoal do Faroeste
Júri reconstituirá acusação do homem conhecido como primeiro "serial killer" brasileiro
Em evento dia 20/09, organizações pretendem realizar julgamento póstumo simbólico de José Augusto do Amaral, conhecido como Preto Amaral, que morreu antes de ser julgado
 Na noite de 20 de setembro, o advogado criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira atuará em uma sessão simulada de Tribunal do Júri ao lado do Defensor Público Renato Campos Pinto de Vitto na defesa de José Augusto do Amaral, conhecido pela alcunha de "Preto Amaral" e pela fama de primeiro assassino em série do Brasil. Formato tradicional em faculdades de Direito, o júri simulado foi escolhido como uma forma simbólica de preencher a lacuna de um julgamento que nunca ocorreu para este acusado.

O ambiente será o próprio Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Largo São Francisco. O Promotor de Justiça Carlos Roberto Marangoni Talarico dividirá esforços com o advogado criminalista Augusto de Arruda Botelho Neto, assistente de acusação, para compor a acusação em juízo neste julgamento de Preto Amaral, a quem se atribuem crimes hediondos que levaram à morte três adolescentes do sexo masculino, com características de sadismo e necrofilia. Amaral morreu em julho de 1927, sem ser julgado por acusações relativas ao início do mesmo ano. Ainda assim, seu nome consta como criminoso em diversos registros oficiais, inclusive no Museu do Crime.

O réu estará presente, representado por um ator da Companhia de Teatro Pessoal do Faroeste, que também leva ao evento uma atriz para representar a mãe de uma das vítimas, para atuar como testemunha ao lado da escritora Ilana Casoy e do historiador Paulo Fernando de Souza Campos, ambos autores de trabalhos que relatam a história de Preto Amaral.

Para bater o martelo na decisão dos jurados, estará em sua posição o Juiz de Direito José Henrique Rodrigues Torres, a convite do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), da Ouvidoria-Geral da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, do Núcleo Especializado de Combate à Discriminação, Racismo e Preconceito da mesma instituição e da Escola da Defensoria, além da própria Companhia de teatro.
"As organizações estão unidas em torno da realização deste evento, que é muito simbólico para discutir a garantia da presunção da inocência, princípio central do Direito de Defesa", afirma Marina Dias, presidente do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD). "Se no Brasil, ninguém é culpado até sentença condenatória transitada em julgado, neste caso a regra não se aplicou", completa.

"Os esforços em torno da discussão de Preto Amaral, trazidos à pauta pela Companhia de Teatro Pessoal do Faroeste, uniram essas instituições, porque além de tratar de diversos elementos sintomáticos da distorção no acesso à justiça no país", afirma Luciana Zaffalon, Ouvidora-Geral da Defensoria.

A Cia de Teatro Pessoal do Faroeste vem produzindo diversas peças de dramaturgia relacionada ao caso nos últimos anos. Além de uma peça de teatro, a obra dramática Os Crimes de Preto Amaral, de Paulo Faria, dramaturgo da Companhia, terá uma adaptação para o cinema. E todos os eventos relacionados ao caso serão retratados em um documentário em produção.

O Júri

Promover um julgamento póstumo é uma maneira de trazer à tona essa discussão, avaliando se os elementos formais e provas, fundamentais para a observação do devido processo legal, seriam de fato suficientes para levar a cabo a condenação dada por certa em documentos oficiais.

Com um time de primeira linha da área jurídica, além de testemunhas muito conhecedoras do assunto, a sessão do Júri não será um jogo de cartas marcadas. Acusação e defesa se preparam para apresentar argumentos e evidências de muita força, para reconstruir, acima de tudo, um julgamento justo a que Amaral não teve direito. Elementos relacionados à investigação criminal, bem como circunstâncias e características culturais de intolerância racial acrescentarão aos debates as reflexões sobre a influência da cultura social da época na acusação.

Serviço

Julgamento simulado

Tribunal do Júri: os crimes de Preto Amaral

20 de setembro, 18h30


Salão Nobre da Faculdade de Direito da USP

Largo São Francisco, 95, São Paulo, SP

Entrada franca

Mesa de abertura:

Daniela Sollberger Cembranelli, Defensora Pública-Geral do Estado de São Paulo
Marina Dias Werneck de Souza, Diretora-presidente do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD)
Prof. Dr. Antonio Magalhães Gomes Filho, Diretor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo
Luciana Zaffalon Leme Cardoso, Ouvidora-Geral da Defensoria Pública do Estado de São Paulo



Preto Amaral
Rogério Brito, ator, Cia. Pessoal do Faroeste
Testemunhas
Ilana Casoy, graduada em Administração de Empresas pela FGV e especializada em Criminologia pelo Instituto Brasileiro de Ciências Criminais. Integrou a formação com o curso de Crime Scene Investigation coordenado pelo Institute of Public Safety. Membro do Núcleo de Antropologia do Direito (NADIR) da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Autora dos livros “Serial Killer – Louco ou Cruel?”, “Serial killers – Made in Brasil”, “O Quinto Mandamento – Caso de Polícia” e “A Prova é a Testemunha”.

Paulo Fernando de Souza Campos, Doutorado em História com a tese "Os Crimes de Preto Amaral: Representações da Degenerescência em São Paulo – 1920"

Mãe de vítima: Neusa Velasco, atriz, Cia. Pessoal do Faroeste.

Direção artística dos atores
Paulo Faria, Cia. Pessoal do Faroeste

Defensores:
Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, Advogado Criminal, Associado-fundador do IDDD, ex-Presidente da Associação dos Advogados de São Paulo, ex-Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de São Paulo, ex-Presidente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária; ex-Secretário de Justiça e de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Renato Campos Pinto de Vitto, Defensor Público do Estado de São Paulo

Acusação:
Carlos Roberto Marangoni Talarico, Promotor de Justiça desde 1986, titular do I Tribunal do Júri da Capital, Secretário Executivo da Promotoria de Justiça do I Tribunal do Júri por três vezes, Secretário Executivo do GECEP - Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial da Capital. Atuou na acusação e condenação (única no Tribunal do Júri) de Marcos Herbas Camacho (Marcola), entre outros.
Augusto de Arruda Botelho Neto, Advogado Criminalista, Vice-Presidente do IDDD

Juiz:
José Henrique Rodrigues Torres, Juiz de Direito, presidente da Associação de Juízes pela Democracia (AJD)
Mais informações para a imprensa:
Cristina Uchôa, Coordenadora de Comunicação
Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD)
+ 55 11 3107 1399 | + 55 11 99692 9865







quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A história de uma família que mora na Rua Santa Ifigênia a quatro gerações

Caros parceiros,
Recentemente minha amiga, Camila de Oliveira , fez uma montagem com uma foto minha e da minha mãe em meio a luta em prol do centro de São Paulo: (veja abaixo)

Fique bastante tocada e sensibilizada. Passou aquele tal filminho na cabeça num piscar de segundos. A gente que está na ação nem sempre vê como quem está de fora, seja qual for a situação. Quem vê de fora tem mais visão e √ê melhor. 
Essa experiência  me trouxe uma vontade de revisitar novamente a minha origem, a minha raiz, a minha história e conectar no que realmente vale a pena e importa.
Para facilitar essa experiência, resolvi rever os álbuns de fotografia de infância. Com certa poeira, mas não esquecidos, peguei alguns muito antigos e já bem desbotados. E qual foi a minha surpresa: primeiro de que minha mãe adorava fotografia (entendi mais um pedaço de onde venha minha profissão) e a segunda é que São Paulo é o cenário de muitas e muitas fotos e recordações de família. Esses albúns são verdadeiros arquivos e um pedaço de história da nossa cidade. 

Compartilho com vocês  alguns momentos e cenas da minha família no centro de São Paulo:
 A festa de casamento dos meus pais foi no apartamento onde moramos até hoje na Rua Santa Ifigênia (1971) 

 
Minha mãe grávida de mim, no sétimo mês,  com minha avó e meu pai, no Parque da Luz (1973)


                         Meus pais no parque da Luz quando eu ainda era recém- nascida (1974)

Eu, com 3 meses,  passeando com meus pais na praça Júlio Mesquita e, minha mãe, grávida do meu irmão
                       Reparem a fonte com as conhas e as lagostas que já não existem mais. Atualmente o parque está fechado para reforma, aqui está uma parte de como era a fonte.
                           Na outra foto é possível ver as notícias no jornal, era o ano de 1974.

                                                  Com meus pais no largo do Arouche (1974)
                          As fotos de baixo eu estava na cozinha da minha avó no mesmo prédio. 

 
 Eu e meu irmão, em sessão de fotos, com a roupa que tava sem produção, mas com o sorriso de sempre

                      (da esq.) eu, minha avó, meu irmão, meu pai e minha mãe em casa (1982)


Toda a família na sala de casa na Rua Santa Ifigênia, com minha cunhada e com a presença da 4° geração, meu amado sobrinho. E que minha amada avó esteja feliz e em paz, nós a amamos muito   (2012)


Resolvi abrir o albúm de fotos da minha família para humanizar o debate de revitalização do Projeto Nova Luz. Quem está de fora da situação, acompanhando pela imprensa, não tem ideia do que está em jogo quando seu lar é ameaçado por um projeto urbanístico sem garantias reais. 

Acho que vendo de perto sempre fica mais claro saber mais profundamente por que queremos incluir a necessidade da moradia. Esse assunto entrou na pauta do debate pensado seriamente a pouco tempo. O que está em jogo é a nossa família e nossa história em meio a tudo isso. 

Não sei se os secretários e gestores municipais sabem o que já aconteceu para estarmos onde estamos hoje. De onde viemos e quanto trabalho e luta existiu para constituir e manter uma família e sermos moradores do centro de SP. 

Muitos acharam que eu fosse ser candidata a vereadora e por isso eu estava tão envolvida no Nova Luz (essa informação chegou a ser divulgada num importante portal sobre política e se espalhou na rede). Muitas pessoas se afastaram de mim achando que eu tinha esse interesse, hoje veêm que tudo foi uma grande tolice, inventada por pessoas que, certamente, não me conhecem. Será que vendo essas fotos fica difícil de imaginar por que me entrego e me dedico a esse assunto?

A vontade de lutar vem por gratidão em querer retribuir para a cidade o que sempre recebi dela: oportunidades, fé e coragem, prosperidade, amigos, amores, lazer e prazer. 
O centro está dentro de mim, e foi com essa matéria prima que fui generosamente lapidada. Nesse espaço que minhas referências foram criadas, por meio da educação, do convívio, das tantas amizades e, principalmente, foi e é o espaço onde minha família se fez e se constituiu. Foi onde iniciei minha carreira como comunicadora e tive a oportunidade em me formar e me transformar.
Nem preciso falar o quanto fiquei emocionada  em entrar em contato com minhas raízes e rever de onde vem a necessidade de fazer desse espaço, de fazer do centro, um lugar fértil e justo.  
São Paulo é o lugar de quem "chegou lá"- sempre ouvi essa expressão por aqui.

E para concluir, foi muito bom também relembrar meus ancestrais:

                                       A família da minha mãe é de origem rural, do campo.
                                             Na foto minha avó, meu avô e minha mãe bebê


                                           Nessa foto minha avó, minha tia e minha mãe (a menor).
                                                    Falta mais uma tia que nasceu depois





                 A família do meu pai, da cidade, vindos e se constituiram em terras estrangeiras
                                                     Meus avós paternos, meu pai e minha tia



                                                 Festa dos meus avós com toda a família
                                                 Meu pai é esse do canto na foto debaixo


Contrastes, diversidade, multiculturalismo, migração, imigração, trabalho, garra, amor, esperança, felicidade, prosperidade... assim é a cidade de São Paulo, sua gente e seu povo. 
É assim que me sinto um fruto que deu certo! 
São Paulo sempre faz a gente dar certo e saber disso!
Relembrar foi mais um momento de alegria e felicidade que o centro , novamente, me proporcionou. No centro  também aprendi a ser feliz. Melhor ainda quando compartilhado com tanta gente boa e do bem que tenho a oportunidade em conhecer e conviver.

Quero aqui homenagear minha querida, linda e forte família e meus ancestrais a quem amo incondicionalmente. 
E que DEUS abençoe a toda gente, as famílias, a união em todos os grupos e, principalmente,  a vontade de lutar sempre! E, os meus amados familiares que já partiram, que os caminhos de luz continuem a ensinar perdoar e libertar para continuar a amar. 

E tenho certeza que há um exército de Luz nos ajudando a fazer mais e melhor. 
A fazer a nossa parte.
Em paz e em Gratidão!
Beijos
Paula Ribas

 
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