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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A história de uma família que mora na Rua Santa Ifigênia a quatro gerações

Caros parceiros,
Recentemente minha amiga, Camila de Oliveira , fez uma montagem com uma foto minha e da minha mãe em meio a luta em prol do centro de São Paulo: (veja abaixo)

Fique bastante tocada e sensibilizada. Passou aquele tal filminho na cabeça num piscar de segundos. A gente que está na ação nem sempre vê como quem está de fora, seja qual for a situação. Quem vê de fora tem mais visão e √ê melhor. 
Essa experiência  me trouxe uma vontade de revisitar novamente a minha origem, a minha raiz, a minha história e conectar no que realmente vale a pena e importa.
Para facilitar essa experiência, resolvi rever os álbuns de fotografia de infância. Com certa poeira, mas não esquecidos, peguei alguns muito antigos e já bem desbotados. E qual foi a minha surpresa: primeiro de que minha mãe adorava fotografia (entendi mais um pedaço de onde venha minha profissão) e a segunda é que São Paulo é o cenário de muitas e muitas fotos e recordações de família. Esses albúns são verdadeiros arquivos e um pedaço de história da nossa cidade. 

Compartilho com vocês  alguns momentos e cenas da minha família no centro de São Paulo:
 A festa de casamento dos meus pais foi no apartamento onde moramos até hoje na Rua Santa Ifigênia (1971) 

 
Minha mãe grávida de mim, no sétimo mês,  com minha avó e meu pai, no Parque da Luz (1973)


                         Meus pais no parque da Luz quando eu ainda era recém- nascida (1974)

Eu, com 3 meses,  passeando com meus pais na praça Júlio Mesquita e, minha mãe, grávida do meu irmão
                       Reparem a fonte com as conhas e as lagostas que já não existem mais. Atualmente o parque está fechado para reforma, aqui está uma parte de como era a fonte.
                           Na outra foto é possível ver as notícias no jornal, era o ano de 1974.

                                                  Com meus pais no largo do Arouche (1974)
                          As fotos de baixo eu estava na cozinha da minha avó no mesmo prédio. 

 
 Eu e meu irmão, em sessão de fotos, com a roupa que tava sem produção, mas com o sorriso de sempre

                      (da esq.) eu, minha avó, meu irmão, meu pai e minha mãe em casa (1982)


Toda a família na sala de casa na Rua Santa Ifigênia, com minha cunhada e com a presença da 4° geração, meu amado sobrinho. E que minha amada avó esteja feliz e em paz, nós a amamos muito   (2012)


Resolvi abrir o albúm de fotos da minha família para humanizar o debate de revitalização do Projeto Nova Luz. Quem está de fora da situação, acompanhando pela imprensa, não tem ideia do que está em jogo quando seu lar é ameaçado por um projeto urbanístico sem garantias reais. 

Acho que vendo de perto sempre fica mais claro saber mais profundamente por que queremos incluir a necessidade da moradia. Esse assunto entrou na pauta do debate pensado seriamente a pouco tempo. O que está em jogo é a nossa família e nossa história em meio a tudo isso. 

Não sei se os secretários e gestores municipais sabem o que já aconteceu para estarmos onde estamos hoje. De onde viemos e quanto trabalho e luta existiu para constituir e manter uma família e sermos moradores do centro de SP. 

Muitos acharam que eu fosse ser candidata a vereadora e por isso eu estava tão envolvida no Nova Luz (essa informação chegou a ser divulgada num importante portal sobre política e se espalhou na rede). Muitas pessoas se afastaram de mim achando que eu tinha esse interesse, hoje veêm que tudo foi uma grande tolice, inventada por pessoas que, certamente, não me conhecem. Será que vendo essas fotos fica difícil de imaginar por que me entrego e me dedico a esse assunto?

A vontade de lutar vem por gratidão em querer retribuir para a cidade o que sempre recebi dela: oportunidades, fé e coragem, prosperidade, amigos, amores, lazer e prazer. 
O centro está dentro de mim, e foi com essa matéria prima que fui generosamente lapidada. Nesse espaço que minhas referências foram criadas, por meio da educação, do convívio, das tantas amizades e, principalmente, foi e é o espaço onde minha família se fez e se constituiu. Foi onde iniciei minha carreira como comunicadora e tive a oportunidade em me formar e me transformar.
Nem preciso falar o quanto fiquei emocionada  em entrar em contato com minhas raízes e rever de onde vem a necessidade de fazer desse espaço, de fazer do centro, um lugar fértil e justo.  
São Paulo é o lugar de quem "chegou lá"- sempre ouvi essa expressão por aqui.

E para concluir, foi muito bom também relembrar meus ancestrais:

                                       A família da minha mãe é de origem rural, do campo.
                                             Na foto minha avó, meu avô e minha mãe bebê


                                           Nessa foto minha avó, minha tia e minha mãe (a menor).
                                                    Falta mais uma tia que nasceu depois





                 A família do meu pai, da cidade, vindos e se constituiram em terras estrangeiras
                                                     Meus avós paternos, meu pai e minha tia



                                                 Festa dos meus avós com toda a família
                                                 Meu pai é esse do canto na foto debaixo


Contrastes, diversidade, multiculturalismo, migração, imigração, trabalho, garra, amor, esperança, felicidade, prosperidade... assim é a cidade de São Paulo, sua gente e seu povo. 
É assim que me sinto um fruto que deu certo! 
São Paulo sempre faz a gente dar certo e saber disso!
Relembrar foi mais um momento de alegria e felicidade que o centro , novamente, me proporcionou. No centro  também aprendi a ser feliz. Melhor ainda quando compartilhado com tanta gente boa e do bem que tenho a oportunidade em conhecer e conviver.

Quero aqui homenagear minha querida, linda e forte família e meus ancestrais a quem amo incondicionalmente. 
E que DEUS abençoe a toda gente, as famílias, a união em todos os grupos e, principalmente,  a vontade de lutar sempre! E, os meus amados familiares que já partiram, que os caminhos de luz continuem a ensinar perdoar e libertar para continuar a amar. 

E tenho certeza que há um exército de Luz nos ajudando a fazer mais e melhor. 
A fazer a nossa parte.
Em paz e em Gratidão!
Beijos
Paula Ribas

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Sobre morar no centro de SP, família, luta e prosperidade!

Fotos e Arte: Camila de Oliveira

Caros parceiros,

mexendo numas fotos essa semana me deparei com uma arte desenvolvida pela minha amiga e jornalista , Camila de Oliviera

Na época em que ela fez, me lembro, que fiquei impactada. Foi um daqueles momento em que a gente para e pensa no que está fazendo. E tive o prazer em pensar de novo sobre a minha história, a importância do amor, da fé e da luta social.

Nunca tinha percebido que na história da minha família o traço de luta sempre esteve presente, eu não tinha me dado conta disso. Quando vi essa montagem cai na real e me entendi ainda mais.

Minha família e eu, somos moradores do bairro Santa Ifigênia/ Luz a mais de 50 anos.
Vivo no mesmo prédio que morei também com meus avós, ambos falecidos.
Minha avó morou, viveu e criou minha mãe e tias todas vindas do interior paulista.
Em seguida foi a minha mãe, eu e meu irmão. 
Esse lar, esse lugar, esse bairro também acolheu meu amado pai, vindo de terras do exterior.

Não tem jeito a nossa raiz sempre falará mais alto dentro de nós. 
É onde nascemos que nossos valores e crenças são construídos, fica em nós cada característica do lugar.

Tenho pais que são mais que exemplos de vida, são amigos e irmãos cumplices de uma vida construída e cultivada na ƒé , na esperança e no amor real.

Terra boa é essa o centro de São Paulo, quem quer trabalho prospera, há oportunidade em muitos lugares.  Eu tive várias chances de aprender e crescer com o que puder receber e encontrar nessa querida região.

Nesse breve relato, minha gratidão a quem ama também e crê num centro mais justo e equilibrado.


Sobre as fotos

A primeira com minha mãe foi tirada pela Camila, numa plenária em que minha mãe teve a oportunidade em falar sobre as questões do centro com foco no idoso e no deficiIente físico.

A segunda foto, sou eu numa ação do megafone na rua convocando os moradores e falando sobre o projeto Nova Luz.

Agradeço minha querida e parceira, Camila de Oliviera, a quem tenho profunda gratidão e admiração.

GRATIDAO
beijos e paz

Paula Ribas

 
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