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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

30 dias da Operação "Sufoco" na Cracolândia, e agora prefeito?


Caros parceiros,

Hoje faz 30 dias que ocorreu a equivocada operação "sufoco" (como ficou conhecida) na Cracolândia , no centro de São Paulo.

Qual o resultado?
Desolação.

A ação equivocada não deu conta e não conseguiu contornar os transtornos que causou.
Certamente nem o Estado, nem a prefeitura tinham ideia do que estavam fazendo.
É visível para quem passa no bairro e na região.

Sem falar da absurda opinião que acham que a cracolândia acabou!
É uma piada isso!
Associar problema social com edifícios é justificar  o projeto Nova Luz.

Segue abaixo , na íntegra, manifesto assinado e encaminho pelos conselheiros gestores de ZEIS do Projeto Nova Luz a Prefeitura de São Paulo:


São Paulo, 18 de Janeiro de 2012

CARTA  MANIFESTO

Os representantes da sociedade civil no Conselho Gestor da ZEIS 3 do projeto Nova Luz vem por meio desta se manifestar contra a Ação Integrada Centro Legal, iniciada pela PMSP e pelo Governo do Estado de SP em Janeiro de 2012.

Após anos de descaso frente ao problema dos dependentes químicos e à ocupação do espaço público por eles na região da Luz, o poder público optou pela pior forma possível de ‘resolver’ um problema de tamanha complexidade, do dia para a noite, através de uma operação ‘espanta mosca’, de ‘dor e sofrimento’ não só aos usuários do crack, mas a todos os moradores, comerciantes e usuários do centro de SP.

A violência da força policial ao agredir os dependentes químicos, a ‘procissão do crack’ pelo centro da cidade provocada pela estratégia de expulsão dos usuários e a guerra urbana que se instaurou com a ação policial são apenas algumas das consequências de uma política equivocada, ingênua e desastrosa. Esta medida tem gerado ainda ameaças aos moradores e comerciantes de roubo, de incêndio às lojas, além de toda sujeira “sanitária” gerada pela peregrinação dos viciados à diferentes locais na área.

Conforme já registrado por inúmeros especialistas, o enfrentamento ao crack precisa se dar através de uma ação integrada entre saúde pública, acompanhamento social e combate ao tráfego, em um processo a longo prazo que não se resolverá de imediato com uma ação de fundo eleitoreira impulsionada por um projeto imobiliário.

Esta ação, iniciada às vésperas do lançamento do edital da licitação do projeto Nova Luz, evidencia mais uma vez que os problemas urbanos da cidade de São Paulo tem sido guiados pelo interesse imobiliário, pelas espectativas de lucro que o território urbano pode gerar e pelas aspirações políticas de seus governantes.

Nós, representantes da sociedade civil neste Conselho Gestor, tentamos por inúmeras vezes inserir na pauta de debate do projeto Nova Luz a situação dos dependentes químicos e o problema da Cracolândia.

Esta tentativa foi minada pelo poder público sob a justificativa de que um projeto urbanístico não pode resolver um problema de saúde pública. Contudo, todas as ações e omissões em relação aos dependentes químicos presenciadas até então estão intimamente relacionadas com a agenda do projeto Nova Luz, que o poder público pretende viabilizar antes do fim do mandato da atual gestão municipal.
Sendo a Prefeitura o principal órgão administrativo da cidade de São Paulo, pedimos em caráter de urgência um Projeto Social realmente eficaz de amparo aos viciados, seguido de ação imediata, que possa conter futuros atos de violência como os que tem ocorrido em reação à força policial implantada, antes que se inicie uma verdadeira “guerra”, já que o clima de tensão existente hoje é o mesmo de uma “bomba sem pino”.
Registramos aqui o repúdio da sociedade civil perante a agressão aos direitos humanos e à vida urbana que tem se repetido intensamente na cidade de São Paulo nos últimos anos e chegou ao limite do absurdo no último mês.

Atenciosamente,

Representantes da Sociedade Civil no Conselho Gestor da ZEIS 3 - C016 Sé.

Paula Ribas  e Simone Gatti [Amoaluz], Ivanete Araújo e Nelson da Cruz Souza [Associação Comunitária de Moradores na Luta por Justiça], Sidnei Antônio Euzébio Pita e Valdina de Assis Andrade da Silva [União dos Movimentos de Moradia], Robson Cesar Correia de Mendonça e Marcos Vinicios Gonzales [Movimento Estadual da População de Rua], Assad Nader, Camila Almeida, Edimar Mariano Santos, Jaqueline Alves, José Carlos Kenji Suzuki, Luiz Antonio Tozzini, Márcio Figueiredo Souza. 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Após a tempestade sempre vem o arco íris (vídeo churrasco da gente diferenciada Cracolândia)



Após a chuva sempre vem o arco íris
Depois de uma chuva rápida e poderosa veio o sol! Junto um belíssimo arco iris
para coroar um evento raro e único: integração social provando que é possível incluir o social e a diversidade do centro de SP
Que somos todos UM!

(foto: Raonna Martins)

Olá parceiros,

Para quem não esteve no "churrasco da gente diferencia versão cracolândia" nesse último sábado (14/1) na Rua Helvétia oportunidade, a jornalista Camila de Oliveira produziu um vídeo com exclusividade para o blog APROPRIAÇÃO DA LUZ (veja abaixo).
Agora para quem participou oportunidade para relembrar e divulgar que preconceito é crime!

Achei válida a ação do churrasco, quem participou viveu uma integração social como nunca se viu antes.
Certamente muitas pessoas que estavam ali nunca se imaginaram interagindo com pessoas em situação de rua e os próprios dependentes químicos.

É válido que muitos jovens e pessoas que sempre ouviram falar do centro ou só viam a "cracolândia" pela TV intermediado pela impressa fossem pessoalmente ao centro. Era nítido que o fato de ter tanta gente demosntrava que cada um queria ter sua própria impressão e experiência sobre o local e tudo o que sempre ouviram falar dele. Sem intermediações de nada, nem de ninguém.

A belíssima foto da colega Raonna Martins só confirmou que a LUZ está renascendo e tem vida!
A beleza foi testemunhada por todos.

Pudemos presenciar cenas inesquecíveis como as mostradas no vídeo da Camila de Oliveira, vale a pena ver.





De modo criativo o foco foi denunciar
os absurdo que acontecem no centro e a falta de políticas públicas.
(foto: Paula Ribas)
A pergunta que ainda não teve resposta: "Nova Luz pra quem?"
(foto: Paula Ribas)


O churrasco foi farto!
(foto: Paula Ribas)

(foto: Paula Ribas)


(foto: Paula Ribas)

O ponto de encontro social
(foto: Paula Ribas)

Grata por nos acompanhar
Valeu pessoal!

beijos
Paula Ribas

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Churrascão da gente diferenciada: versão “cracolândia”

Churrascão da gente diferenciada: versão “cracolândia”

Agora, o churrasco da “gente diferenciada” será no centro de São Paulo. A provocação está sendo organizada como forma de protesto e acontecerá neste sábado, dia 14, contra o tratamento que o Estado está dando para os dependentes químicos que vivem na região conhecida como “cracolândia”, entre a Santa Ifigênia e os Campos Elísios.

A violência e o desrespeito que têm caracterizado a ação da Polícia Militar fazem parte de um processo de limpeza social e segregação disfarçado por um discurso de combate às drogas, que também oculta o aumento do interesse do setor imobiliária na área . O problema é que a estratégia  de “dor e sofrimento” que a polícia tem adotado de nada vai adiantar para resolver a questão dos dependentes químicos em situação de rua, que só têm se dispersado pelo centro.

O churrascão deste sábado é uma reação bem humorada e bem organizada para mostrar que nem todos concordam com a mera expulsão dos dependentes da região como meio de solucionar o problema das drogas: um problema de natureza muito mais complexa do que aquilo com que o tratamento policial, comprovadamente, pode lidar.

A organização do churrascão pede que as pessoas levem instrumentos musicais, cartazes, vassouras e sacos de lixo, para a limpeza do lugar, além, obviamente, da comida e da churrasqueira – para quem puder. 

Acesse aqui a página do facebook do churrascão para mais informações.


Quando: Sábado, 14/01, às 16h
Onde: Rua Helvétia com Dino Bueno, São Paulo

Postado pela Assessoria de Imprensa - 13/01/2011

Manifesto da LUZ LIVRE !



Chega de dor  e sofrimento na luz!

Desde o dia 3 de janeiro, a região da Luz no centro de São Paulo, conhecida como “cracolândia”, vem sendo palco de uma ostensiva ocupação militar com quase 300 PMs, dos quais 152 são da Rota (tropa de elite), 12 bombeiros, helicóptero, 117 carros, 26 motos, 12 cães farejadores e 40 cavalos. 

O aparato de guerra tem abertamente o intuito de reprimir uma população pobre, em parte consumidora de crack, majoritariamente formada por moradores de rua ou pessoas em situação de rua.

A “guerra às drogas”, ou nesse caso mais especificamente a “guerra ao crack” – como se fosse possível guerrear contra uma substância e não contra pessoas – tem servido como pretexto para os governos estadual de Geraldo Alckmin (PSDB) e municipal de Gilberto Kassab (PSD) implementarem o processo violento de higienização e criminalização da pobreza. 

A denominada Ação Integrada Centro Legal, ou “Operação Sufoco”, orquestrada pela prefeitura com o governo do estado, já conta com inúmeras denúncias de abuso de autoridade, racismo, violação de direitos humanos e tortura, e infelizmente ainda não foi questionada com veemência pelo governo federal.

Se a operação militar por si só já é motivo para rechaço e indignação, por militarizar seletivamente questões sociais e de saúde, os interesses por trás de sua sustentação são capazes de piorar ainda mais o quadro.

Pouco importa o que será dos que ali vivem ou frequentam. Se existisse essa preocupação a abordagem não só não seria policial e violenta, mas por meio de assistentes sociais e agentes de saúde, como não poderia trazer como resultado a total dispersão daqueles a quem supostamente se quereria alcançar. Se as autoridades afirmam que o crack é questão de saúde pública, a prática evidencia o contrário. 

Se publicamente alegam que a ação é para combater o tráfico, fica visível que a repressão está voltada para o usuário, atingindo no máximo o que se chama de “peixe pequeno” (vide a apreensão de apenas meio quilo de crack), aquele que em grande maioria recorre ao comércio ilegal para sustentar seu próprio consumo, e está longe do estereótipo perigoso que a polícia usa para justificar sua violência.

A política de causar “dor e sofrimento”, nas palavras do próprio coordenador de Políticas sobre Drogas do governo, Luiz Alberto Chaves de Oliveira, tem o claro objetivo de “limpar” aquelas pessoas dali de modo a abrir espaço para a implementação do projeto Nova Luz, que prevê a demolição de um terço das construções da região para a reconstrução e valorização do espaço com vistas ao lucro da especulação imobiliária – financiadora esta dos políticos que ocupam o poder.

A internação compulsória – dispositivo no qual pessoas em condição de consumo de crack são internadas à força sob ordem judicial em clínicas sem a menor regulamentação ou qualidade – tampouco tem como objetivo o cuidado com as pessoas, já que pesquisas patrocinadas pela ONU como apresentou o PROAD (Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes) indicam que a eficácia de internações contra a vontade é de apenas 2%. 

Legitimadas pela demonização do crack e por um imaginário social mais baseado em medo do que em informações (estimuladas pela grande mídia e pelos discursos de nossos políticos), medidas de terrorismo de Estado como essa vêm se tornando mais frequentes, não por acaso à medida em que se aproximam a Copa do Mundo e as Olimpíadas no Brasil.

O crack na região da Luz aparece como o sintoma de um problema infinitamente maior. O consumo abusivo desta droga nestes contextos não é a causa, mas sim a consequência de falta de moradia, emprego, saúde, educação, enfim, condições dignas de vida às quais todos temos direito.

Nesse sentido, nos articulamos no intuito de denunciar e enfrentar a ação militar impetrada por nossos governantes, e reivindicar condições dignas a todos aqueles que estão marginalizados de seus direitos mínimos. No caso do uso problemático do crack ou qualquer outra droga, defendemos um tratamento de saúde que tenha como base a autonomia e o respeito ao indivíduo, com o fortalecimento e ampliação da rede intersetorial de atenção psicossocial.


Postado pela Assessoria de Imprensa - 13/01/2011

Um mar de ressaca na LUZ!


Iemanjá , a Rainha do Mar

Nesse momento não há resposta para as muitas e infinitas perguntas para tentar entender e esclarecer o que realmente está acontecendo no centro de SP.

Em meio ao espírito de desesperança e horror que assolou o centro de SP, quero aqui relatar um pouco do que vejo e ouço no bairro da Santa Ifigênia e Luz, sendo eu moradora há 37 anos.

O bairro dá LUZ tem sido um epicentro de muitos preconceitos e, principalmente, de mitos fantasiosos e exagerados. Isso acontece a muito tempo!

Como todos sabem, estamos sofrendo um combate/abordagem covarde contra o que é  frágil e  indefeso: a carência social berrante.

O centro implodiu não só em trazer a tona as bocas, o tráfico, as drogas e os usuários. Esse evento ainda trará muitos desdobramentos e episódios de corrupção em seus vários níveis.
O centro aflito fez como o mar,  jogou para fora tudo o que dentro dele colocaram e como não comporta mais devolve a quem arremessou.

Nesse ir e vir  das águas revoltas limpando e lavando tudo, nos foi revelado a REALIDADE e não aqueles mitos rasos sobre a cracolândia.

Vimos e acompanhamos em tempo real crianças e adolescentes viciados em crack, jovem com cara de idoso, idoso viciado e abandonado, as mães da cracolândia, as mulheres grávidas na cracolândia, mulheres e homens doentes mentais por causa do vício, entre tantos assuntos que o mar resolveu atirar para fora e nos fazer testemunhas.

Mas, também presenciei no bairro da Luz muita solidariedade, amor, respeito e ajuda REAL.
Uma mobilização fortíssima em prol do centro de SP com olhar humano e amoroso.
Minha caixa de e-mail dobrou com mensagens de solidariedade e disponibilidade a ajuda para a nossa luta, o facebook cheio de mensagens de esperança e cidadania.

Chegou a hora do centro RENASCER com a ajuda de quem verdadeiramente o ama e quer bem esse lugar. Essa curar coletiva se dá por meio do amor e da soma.

Há de passar essa tempestade de desesperança e o centro RENASCERÁ NOVAMENTE

Chega de extrair, extrativizar a região!
Chega desse comércio selvagem extrativista que só subtrai da região sem nada nela construir e fertilizar.
Esse comércio que passa de geração em geração e em nada agrega e faz melhorar esse solo que lhe dá de comer a tanto tempo.

Chegou a hora de doar amor e ajuda real ao centro.
Chegou a hora de colocar mais e de melhor qualidade.

Gratidão para quem já faz e para quem ainda não fez a hora é agora!

Grata
beijos
Paula Ribas

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Debate na OAB: CRACOLÂNDIA - O Poder Público Pode ou não Interferir de Forma Enérgica?

Caro leitor,
Informe sobre debate que acontecerá nessa semana na OAB. Não há mais informações sobre o foco que se dará ao debate, nem o que se pretende. De qualquer maneira é um espaço aberto para encarar e falar (seja qual for o ângulo) de uma doença social que estamos reféns e, ainda, primários para enfrentar esse vício.

Já me inscrevi e convido a comunidade e interessados a somar.
Grata por nos acompanhar
Abaixo informaçõpes de quem estará no debate e como fazer a inscrição via site da OAB.

beijos
Paula Ribas


Debate
CRACOLÂNDIA
- O Poder Público Pode ou não Interferir de Forma Enérgica? -

Presidente de Mesa
DR. UMBERTO LUIZ BORGES D’URSO
Advogado; Conselheiro Secional e Diretor do Departamento
de Cultura e Eventos da OAB SP.

Debatedores
DR. PAULO HAMILTON SIQUEIRA JUNIOR
Advogado e Professor nos Cursos de Graduação, Pós-graduação e Mestrado do Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU; Doutor em Direito pela PUC SP.

DR. CID VIEIRA DE SOUSA FILHO
Advogado; Conselheiro Secional e Presidente da Comissão de Estudos sobre
Educação e Prevenção de Drogas e Afins da OAB SP.

DRA. SOLANGE NAPPO
Professora Adjunta do Departamento de Ciências Biológicas da UNIFESP; Professora de Pós-Graduação do Departamento de Psicobiologia da UNIFESP; Pesquisadora do CEBRID - Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas.

DR. REINALDO CORRÊA
Delegado de Polícia Divisionário da DIPE/DENARC.

DR. MARCELO LUIZ BARONE
Promotor de Justiça; Mestre em Processo Penal pela PUC SP; Especialista em Metodologia do Ensino Superior pelo UniFMU; Professor de Direito Penal e Processo Penal na Universidade Presbiteriana Mackenzie e em outras entidades; ex-Coordenador do Grupo de Repressão a Entorpecentes do Ministério Público do Estado de São Paulo.

DR. ARLES GONÇALVES JÚNIOR
Advogado; Presidente da Comissão de Segurança Pública da OAB SP.

Inscrições / Informações
Mediante a doação de uma lata ou pacote de leite integral em pó – 400g, no ato da inscrição.
Praça da Sé, 385 – Térreo – Atendimento ou pelo site: http://www.oabsp.org.br/

Promoção
DEPARTAMENTO DE CULTURA E EVENTOS DA OAB SP
COMISSÃO DE ESTUDOS
SOBRE EDUCAÇÃO E PREVENÇÃO DE DROGAS E AFINS DA OAB SP

***Serão conferidos certificados de participação — retirar em até 90 dias***
*** Vagas limitadas ***

Dr. Luiz Flávio Borges D’Urso
Presidente da OAB SP

Data / Horário: 20 de julho (quarta-feira) – 14 horas

Local: Salão Nobre da OAB SP
Praça da Sé, 385 – 1° andar

Inscrição pela internet acesse:
http://www2.oabsp.org.br/asp/cultura.asp?tds=2&sub=0&sub2=0&pgNovo=20&portlet=1&pg=2.3.1&pgv=a&id_cultural=9300
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