No entendimento seriamos assaltadas, mas logo percebemos e agimos com a fala da Paula: "Você não tem cara de ladrão".
E o mesmo reagiu: "É mesmo tia, eu não tenho cara de ladrão?"
Respondemos que não, dissemos que ele era uma criança e que tinha muito a aprender.
O menino com uma bandeira do Brasil na mão, nos disse que não gostava do País onde morava, pois era morador de rua e viciado no crack.
Nos contou que o pai havia oferecido a droga quando muito criança, e hoje mantém nessa condição em meio a vários dependentes químicos que há na região central.
Nascido na Bahia, Feira de Santana, o pequeno achou no percursso que seguiamos um pneu de moto. Contei a ele o quanto esse pneu de moto era importante aos capoeiristas, devido ao arame que faz do berimbau um instrumento musical. Lembrei - me disso porque já fui instrutora de capoeira.
Saber sair destas situações são práticas que todos precisamos saber. A situação que vivemos naquele momento não foi nada confortável, até pelo fato de ter que conduzir uma conversa como essa. Saber que aquele menino era da Bahia foi o gancho onde pudemos desenvolver e desfocar o que ele tinha intenção de fazer.
Triste situação, o lugar destas crianças não é na rua e sim na sala de aula.
12:50
Paula Ribas

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