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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

"A recuperação das áreas centrais se iniciará pela ZEIS", afirmou a secretária ajunta Tereza Herling, sobre o cancelamento do Projeto Nova Luz.


Durante a reunião com a SMDU: a presidente da AMOALUZ, Paula Ribas, a urbanista, Simone Gatti, a jornalista, Camila de Oliveira, a advogada do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, Ana Navarrete  e o coordenador da Comunidade Mauá, Nelson Cruz 
(fotos: Camila de Oliveira)




Caros parceiros e parceiras,
A AMOALUZ e representantes da FLM e a MSTC, participaram no dia 08 de Fevereiro de 2013, da segunda reunião com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano de São Paulo, que teve como pauta o retorno as propostas sobre moradia no bairro de Santa Iifgênia e LUZ, que entregamos na primeira reunião (dez 2012), que contou com a presença do próprio secretário, Fernando de Mello Franco e sua equipe.

O intuito era de receber da Secretaria uma posição sobre as propostas elaboradas pelos representantes da sociedade civil no Conselho Gestor da ZEIS 3 do Projeto Nova Luz. Na reunião, a Secretária Adjunta Tereza Herling confirmou que o projeto Nova Luz está cancelado, e que a intervenção na região se iniciará pelo desenvolvimento do Plano de Urbanização da ZEIS 3 C 016 (Sé). Por ter um conselho formado, atuante e com propostas.

Pudemos destacar também demandas sobre: patrimônio material e histórico, reciclagem, saúde pública, segurança pública, mobilidade, entre outros. Pois, seja qual for a ação para requalificar a região os itens mencionados acima não poderão estar disvinculados. É uma região que precisa de atenção em diversos eixos de atuação.
Foco na ZEIS 
Sobre a ZEIS, o foco se deve ao avanço nas propostas elaboradas pela sociedade civil no ambiente do Conselho Gestor, cujo debate se tornou emblemático na resistência ao Projeto Nova Luz. 
Foi considerado também o fato de que a demarcação da ZEIS é atribuição do Plano Diretor e antecede a qualquer projeto urbanístico. Por isso, a urbanização da ZEIS 3 C 016 Sé passará a ser o foco prioritário do eixo de recuperação de áreas centrais da SMDU, e não apenas da Sehab, como acontece com as outras ZEIS.

A Secretária afirmou ainda a importância desta ZEIS, que é a primeira ZEIS 3 (ZEIS localizada em áreas centrais e com infraestrutura) a ter um Conselho Gestor formado, ativo e com proposta para a moradia. A assessoria de participação popular, coordenada pela assistente social Nuria Pardillos, ressaltou que os trabalhos no Conselho Gestor deverão ser reiniciados, a fim de retomar do início as discussões sobre a intervenção na região, onde população local, moradores e comerciantes, terão agora a atribuição de elaborar o Plano conjuntamente com o poder público, diferentemente da forma autoritária como o processo correu na gestão Kassab.

O nosso caminho continua e agora a construção  parece mais justa.
Estamos prontos para realizar e fazer o que sempre queríamos: uma cidade mais justa e agradável para todos!
Participaram da reunião com a SMDU a presidente da AMOALUZ Paula Ribas, a urbanista Simone Gatti, a jornalista Camila de Oliveira, a advogada do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos Ana Navarrete e o coordenador da Comunidade Mauá, Nelson Cruz.
Grata
beijos
Paula Ribas

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Justiça manda Prefeitura refazer processo de reurbanização da Luz

Caros parceiros e parceiras,

Veja matéria no SPTV (Globo), no dia 23/01/2013, sobre a decisão do TJ que deu ação julgada a favor da sociedade civil contra o projeto Nova Luz.




23/01/2013 19h56 - Atualizado em 23/01/2013 19h56

Justiça manda Prefeitura refazer 

processo de reurbanização da Luz

Defensoria Pública diz que propostas dos moradores não foram atendidas.
Parte dos imóveis deve ser destinada a moradias populares.

Do G1 SP
A Justiça mandou a Prefeitura de São Paulo refazer o processo que definiu a reurbanização de uma área na região da Luz, no Centro. Essa decisão pode mudar o rumo do Projeto Nova Luz, que se arrasta há mais de oito anos.
A discussão envolve imóveis localizados em ruas próximas à Santa Ifigênia, como a Rua dos Andradas, Vitória e Gusmões. Pelo Plano Diretor de 2002, alguns imóveis fazem parte de uma "Zeis" - Zona Especial de Interesse Social. Isso significa que metade deles tem de ser destinada a moradias populares para famílias com renda familiar de até seis salários mínimos.
Durante a elaboração do plano de urbanização dessa área, houve audiências públicas e um conselho gestor foi formado para que a população participasse das discussões. Mas a Defensoria Pública diz que, na prática, pontos importantes propostos pelos moradores não foram acatados.
Uma das principais reivindicações era a de locações sociais. A Prefeitura teria que alugar alguns imóveis para a população de baixa renda. Isso garantiria aos moradores mais antigos um lugar para continuar vivendo na região. Mas essa proposta não foi incluída no plano, aprovado em abril de 2012.
A defensora pública Anaí Arantes Rodrigues explica que a principal preocupação é manter os moradores antigos no Centro: “Um dos grandes objetivos ali é que o centro seja valorizado e revitalizado para as pessoas que sempre viveram ali”.
Paula Ribas, que mora aqui há 38 anos e é presidente da associação de moradores, comemora a decisão. “Agora a gente pode sim colocar o impacto e a demanda local que já existe aqui e abrir o espaço para o novo morador. Podemos otimizar o uso do espaço desta região”.
A sentença prevê multa diária de R$ 1 mil. A Prefeitura pode recorrer. A assessoria do prefeito disse que ainda não recebeu a notificação da justiça e por isso não vai falar agora sobre o assunto.
Para ler mais notícias do G1 São Paulo, clique em g1.globo.com/sp. Siga também o G1 São Paulo no Twitter e por RSS.
Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2013/01/justica-manda-prefeitura-refazer-processo-de-reurbanizacao-da-luz.html

Haddad aproveita interrupção do Nova Luz pela Justiça para repensar projeto



Caros parceiros e parceiras,
O prefeito Fernando Haddad já começa a dizer o que pensa sobre o nova Luz e como entende o projeto daqui pra frente. 
Veja a matéria a seguir:
Prefeito de São Paulo diz que nunca viu com bons olhos um dos principais itens do projeto, o que dava à iniciativa privada a decisão de definir uso dos imóveis desapropriados pelo poder público


Publicado em 23/01/2013, 19:00

Última atualização às 19:49



Haddad, que hoje esteve em um CEU na zona sul, entende que os moradores devem reocupar o centro (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)

São Paulo – O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou hoje (23) que vai transformar a decisão da Justiça determinando a interrupção do plano de reurbanização do bairro da Luz, conhecido como Nova Luz, em uma oportunidade para repensar o projeto com uma nova perspectiva, a de reocupar a região central da cidade, prioritariamente com moradias.
“Não tomei conhecimento da decisão da Justiça, mas alguns aspectos do projeto me preocupavam. Por exemplo, delegar ao agente privado a decisão a respeito dos bens a serem desapropriados. Eu nunca vi com bons olhos esta delegação no espaço urbano”, disse.
O projeto Nova Luz foi criado na gestão do tucano José Serra (2005-2006) e acabou por se tornar uma bandeira de seu sucessor, o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD). Ele previa a requalificação de cerca de 48 quarteirões na região da Estação da Luz por meio de “concessão urbanística” e dava poder à iniciativa privada para decidir sobre o uso dos imóveis que seriam desapropriados pelo poder público. A Justiça alegou que não houve participação popular na elaboração do projeto.
A proposta de Haddad para a região central da cidade é promover a reocupação com moradores. O prefeito firmou ontem uma parceria com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) para desenvolver projetos de habitação no centro.
Segundo ele, foram mapeados projetos para a construção de 28 mil moradias na região central da cidade. “Nós queremos que os moradores de São Paulo reocupem o centro, na condição de moradores, não somente na condição de trabalhadores. Para cada morador, há mais de cinco pessoas que trabalham no centro”, disse.
Para a presidente da Associação Amo a Luz, Paula Ribas, moradora na região há mais de 30 anos, a decisão de Haddad de abandonar o projeto feito nas administrações anteriores é uma ótima notícia. A associação foi a autora da ação civil pública que resultou na interrupção do projeto. “Nós tivemos uma reunião com o secretário Fernando de Melo Franco, do Desenvolvimento Urbano, na última semana de dezembro, e o abandono do projeto já parecia ser uma diretriz do novo governo”, disse.
Ela disse que a proposta de promover a reocupação do centro com base em habitações é boa, mas a prefeitura também deve requalificar a região e contemplar a área comercial e resolver os problemas sociais que atingem a região, como a grande ocorrência de moradores de rua e usuários de crack.


Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2013/01/haddad-aproveita-interrupcao-do-nova-luz-pela-justica-em-oportunidade-para-repensar-projeto-de-serra-e-kassab

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Está decretado: tem ZEIS na Santa Ifigênia e LUZ !


Caros parceiros,

No dia 22 de outubro, o atual prefeito, Gilberto Kassab, fez o decreto da ZEIS no Nova Luz.

Isso é motivo de vitória, posto que haviam forças bastante contrárias que não queriam resguardar o direito a moradia popular e de baixa renda na região central. Pois, contrariava interesses comerciais que interpretavam que "esse público" só afastaria  classes mais abastadas para consumirem na região. 

O Conselho Gestor de ZEIS, fundada em junho de 2011, foi e ainda tem sido alvo disso.

 Mesmo que as moradias popular estivessem seus direitos assegurados no Plano Diretor da Cidade de São Paulo.
Foi divulgado no Diário Oficial do dia 23 de Outubro de 2012, o decreto Nº 53.489, DE 22 DE OUTUBRO DE 2012 que Aprova o Plano de Urbanização da ZEIS 3C.016 - SÉ.

Mais uma conquista do Conselho Gestor de ZEIS - Nova Luz que conta com a AMOALUZ plenamente comprometida com a justiça social e os direitos humanos assegurados.
Mais um resultado de que valeu e vale muito a pena ter fundado e fazer parte dessa história em resguardar a dignidade humana.

Há uma citação bíblica que traduz muito esse momento: "Dai a César o que é de César, dai a DEUS, o que é de DEUS"...e dai ao povo o que necessita.

Gratidão a tudo e a todos que querem construir dignidade social no centro de São Paulo

Grata, sempre!
Paula Ribas


Veja a seguir o texto extraído do Diário Oficial e o link para consulta direta no site:
http://diariooficial.imprensaoficial.com.br/nav_v4/index.asp?c=1&e=20121023&p=1


DECRETO Nº 53.489, DE 22 DE OUTUBRO DE 2012
Aprova o Plano de Urbanização da ZEIS 3C.016 - SÉ.

GILBERTO KASSAB, Prefeito do Município de São Paulo, no
uso das atribuições que lhe são conferidas por lei,
CONSIDERANDO o disposto nos artigos 171, 175 e 178
da Lei nº 13.430, de 13 de setembro de 2002 (Plano Diretor
Estratégico);
CONSIDERANDO o disposto nos artigos 18 a 22 do Decreto
nº 44.667, de 26 de abril de 2004;
CONSIDERANDO a prévia aprovação pelo Conselho Gestor
constituído pelas Portarias nº 208/SEHAB/11, nº 162/SEHAB/12,
nº 206/SEHAB.G/12 e nº 248/SEHAB.G/12 e pela Comissão de
Avaliação de Empreendimentos Habitacionais de Interesse
Social - CAEHIS,
D E C R E T A:
Art. 1º. Fica aprovado o Plano de Urbanização da ZEIS 3
C.016 - SÉ, elaborado sob a coordenação da Secretaria Municipal
de Habitação - SEHAB, com base nas disposições do Decreto
nº 44.667, de 26 de abril de 2004, e consubstanciado nas plantas
do Plano de Urbanização e respectivo Memorial Descritivo,
constantes das fls. 1.825 a 1.853 do processo administrativo nº
2010-0.307.428-2.
Art. 2º. Este decreto entrará em vigor na data de sua
publicação.
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 22 de
outubro de 2012, 459º da fundação de São Paulo.
GILBERTO KASSAB, PREFEITO
LUIZ RICARDO PEREIRA LEITE, Secretário Municipal de
Habitação
NELSON HERVEY COSTA, Secretário do Governo Municipal
Publicado na Secretaria do Governo Municipal, em 22 de
outubro de 2012.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

LIMINAR Projeto Nova Luz : veja o que saiu na imprensa sobre a terceira liminar

Caros parceiros,


Seguem algumas indicações do que saiu na imprensa noticiando a terceira liminar movida pela Defensoria Publica de São Paulo:

G1

Justiça de SP concede mais uma liminar contra o projeto Nova Luz

Decisão contraria manifestação do presidente do Tribunal de Justiça.Especialista diz que Prefeitura terá de recorrer contra medida. 

 

METRO NEWS 

 Após 2 anos, projeto Nova Luz segue emperrado 

 

BLOG da arquiteta urbanista RAQUEL ROLNIK 

Liminar suspende projeto Nova Luz até julgamento de ação que contesta aprovação do Plano Urbanístico da Zeis da Santa Ifigênia

 

 Rádio CBN

Liminar da Justiça suspende edital de licitação da Nova Luz

 

 

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Vídeo: Moradores e comerciantes são censurados de filmar e fotografar reunião da ZEIS do Nova Luz

Amplie a foto e veja a sociedade civil  fotografando e filmando



                                   Assista ao vídeo sobre direito a socialização da  informação na íntegra 




No dia 04 de abril, durante a reunião do conselho gestor de ZEIS na Prefeitura de São Paulo, a assessoria do poder público tentou censurar moradores, comerciantes da Santa Ifigênia e Luz e interessados que participavam da reunião impedindo-os de filmar e fotografar. 

Segundo a Assessoria de Imprensa da Prefeitura de SP, apenas seria permitido gravar e/ou registrar o início e o final da reunião. 
Mas a sociedade questionou o porque de não gravar e fotografar uma "reunião de caráter PÚBLICO", sendo que sempre gravamos e fotografamos.


 A "regra" surgiu sem aviso prévio sendo que em todas as outras reuniões já realizadas o acesso foi livre. 
Nesse dia, 04 de abril de 2012, tinha como pauta a votação da minuta do PUZEIS do projeto Nova Luz. Assim, ficando evidente e óbvio a censura inesperada. 


Só para refrescar a mente dos colegas, esta reunião foi a que os conselheiros da PREFEITURA DE SP aprovaram a minuta da ZEIS 3 do projeto Nova Luz sem responder as propostas encaminhadas pelos conselheiros da sociedade civil.
(Para saber mais acesse:  http://apropriacaodaluz.blogspot.com.br/2012/04/prefeitura-de-sao-paulo-aprova-plano.html)


Para a população afetada pelo Projeto Nova Luz, a assessoria de imprensa da Prefeitura de SP está equivocada, pois as gravações e filmagens são feitas pela população (moradores e comerciantes da região) e não pela imprensa, já que jornalistas e emissoras de TV e rádio tem sido barradas nas reuniões.

A Prefeitura de SP utiliza de Leis de imprensa para com a sociedade cerceando o direito imediato e transparente da informação pública que afeta 12 mil moradores (sem contar os comerciantes). 



Agora fica minha pergunta: Se a imprensa não tem permissão para registrar a reunião inteira, nem a sociedade e as atas das reuniões estão sempre atrasadas no site do projeto, como a população que vive e trabalha na região obtém a informação? Como podem acompanhar e saber o andamento do projeto? Sem vídeo, sem foto, sem ata em site, onde será informado?

Peço as autoridades e órgãos competentes da área de comunicação de São Paulo, Estado de São Paulo, dos Estados do Brasil, do Brasil  que fiquem atentos com a forma de comunicação pública que vem sendo feita na cidade de São Paulo.

Liberdade de informação!!! 

Diga não a censura da Informação!!!


Camila de Oliveira


Assista AQUI a sociedade se manifestando na reunião



segunda-feira, 9 de abril de 2012

Jornalismo Colaborativo: Plano Nova Luz foi aprovado sem participação popular

Caros parceiros,

Segue o vídeo reportagem divulgado pela TVT que conta como foi o processo de voto no conselho gestor de ZEIS 03 do Projeto Nova Luz.

CLIQUE AQUI PARA VER O VIDEO

 A edição narra o contexto e todo o processo antidemocrático que passamos, pois não tivemos nossas propostas respondidas nem consideradas pela prefeitura.

O vídeo na íntegra da votação teve mais de 500 acessos.

VEJA O VIDEO DA VOTACAO NA ÍNTEGRA CLIQUE AQUI

Vamos divulgar para que mais pessoas tenham acesso a realidade em lidar com a prefeitura sobre os projetos urbanísticos e operações urbanas em SP.


grata
beijos
Paula Ribas

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Sociedade civil divulga carta-manifesto contra ação na Cracolândia


Manifestação de moradores e comerciantes em direção a audiência pública 
no ginásio do Anhembi contra o projeto Nova Luz
(Foto: Paula Ribas)
Caros parceiros,

A carta manifesto dos conselheiros gestores de ZEIS 03 do projeto Nova Luz foi divulgado pelo site SPRESSO SP.

Segue o link e a matéria na íntegra para acompanharem nossas ações e comunicações em prol do posicionamento dos representates da sociedade civil em relação a ocupação da PM no bairro, em janeiro de 2012.


Após completar um mês, a “Operação Sufoco” é criticada por moradores e especialistas
Por Sâmia Gabriela Teixeira

Diversos movimentos sociais, profissionais da área de urbanização e as próprias associações de moradores e comerciantes da região alvo do projeto Nova Luz divulgaram uma carta-manifesto sobre a operação policial na Cracolândia, depois de um mês de seu início. Eles reprovam as ações da prefeitura ao autorizar o uso da força policial como meio para expulsar os usuários no centro de São Paulo. As denúncias de truculência e violência já foram levadas à Organização das Nações Unidas (ONU) por quatro entidades, a Conectas, a Pastoral Carcerária, o Instituto Terra, Trabalho e Cidadania (ITTC) e o Instituto Práxis de Direitos Humanos.
Confira o documento na íntegra:


 CARTA  MANIFESTO
Os representantes da sociedade civil no Conselho Gestor da ZEIS 3 do projeto Nova Luz vem por meio desta se manifestar contra a Ação Integrada Centro Legal, iniciada pela PMSP e pelo Governo do Estado de SP em Janeiro de 2012.
Após anos de descaso frente ao problema dos dependentes químicos e à ocupação do espaço público por eles na região da Luz, o poder público optou pela pior forma possível de ‘resolver’ um problema de tamanha complexidade, do dia para a noite, através de uma operação ‘espanta mosca’, de ‘dor e sofrimento’ não só aos usuários do crack, mas a todos os moradores, comerciantes e usuários do centro de SP.
Manifestação de moradores e comerciantes contra o projeto Nova Luz (Foto: Camila de Oliveira)
A violência da força policial ao agredir os dependentes químicos, a ‘procissão do crack’ pelo centro da cidade provocada pela estratégia de expulsão dos usuários e a guerra urbana que se instaurou com a ação policial são apenas algumas das consequências de uma política equivocada, ingênua e desastrosa. Esta medida tem gerado ainda ameaças aos moradores e comerciantes de roubo, de incêndio às lojas, além de toda sujeira “sanitária” gerada pela peregrinação dos viciados à diferentes locais na área.

Conforme já registrado por inúmeros especialistas, o enfrentamento ao crack precisa se dar através de uma ação integrada entre saúde pública, acompanhamento social e combate ao tráfego, em um processo a longo prazo que não se resolverá de imediato com uma ação de fundo eleitoreira impulsionada por um projeto imobiliário.

Esta ação, iniciada às vésperas do lançamento do edital da licitação do projeto Nova Luz, evidencia mais uma vez que os problemas urbanos da cidade de São Paulo tem sido guiados pelo interesse imobiliário, pelas espectativas de lucro que o território urbano pode gerar e pelas aspirações políticas de seus governantes.

Nós, representantes da sociedade civil neste Conselho Gestor, tentamos por inúmeras vezes inserir na pauta de debate do projeto Nova Luz a situação dos dependentes químicos e o problema da Cracolândia.
Esta tentativa foi minada pelo poder público sob a justificativa de que um projeto urbanístico não pode resolver um problema de saúde pública. Contudo, todas as ações e omissões em relação aos dependentes químicos presenciadas até então estão intimamente relacionadas com a agenda do projeto Nova Luz, que o poder público pretende viabilizar antes do fim do mandato da atual gestão municipal.
Sendo a Prefeitura o principal órgão administrativo da cidade de São Paulo, pedimos em caráter de urgência um Projeto Social realmente eficaz de amparo aos viciados, seguido de ação imediata, que possa conter futuros atos de violência como os que tem ocorrido em reação à força policial implantada, antes que se inicie uma verdadeira “guerra”, já que o clima de tensão existente hoje é o mesmo de uma “bomba sem pino”.

Registramos aqui o repúdio da sociedade civil perante a agressão aos direitos humanos e à vida urbana que tem se repetido intensamente na cidade de São Paulo nos últimos anos e chegou ao limite do absurdo no último mês.

Atenciosamente,
Representantes da Sociedade Civil no Conselho Gestor da ZEIS 3 – C016 Sé.
Paula Ribas  e Simone Gatti [Amoaluz], Ivanete Araújo e Nelson da Cruz Souza [Associação Comunitária de Moradores na Luta por Justiça], Sidnei Antônio Euzébio Pita e Valdina de Assis Andrade da Silva[União dos Movimentos de Moradia], Robson Cesar Correia de Mendonça e Marcos Vinicios Gonzales[Movimento Estadual da População de Rua], Assad Nader, Camila Almeida, Edimar Mariano Santos, Jaqueline Alves, José Carlos Kenji Suzuki, Luiz Antonio Tozzini, Márcio Figueiredo Souza.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Convocação de reunião sobre ZEIS na Nova Luz e as atas de 2011


Caro leitor,


Será realizada amanhã a reunião do conselho gestor de ZEIS 03 do projeto Nova Luz.
Compareça!
Venha discutir e incluIr na minuta do projeto as questões sociais.
Venha saber o que pode acontecer com seu imóvel dentro do perímetro do projeto Nova Luz.




Local: Edificio Martinelli - Rua Líbero Badaro, 504. 18º andar -auditório
Horário: 17:30h por volta de 20:30h






Sobre as atas de 2011
Para saber o que foi discutido nas reuniões do conselho gestor de ZEIS 03 em 2011,  acesse o link  e leia as atas na íntegra  CLICK AQUI


Nos vemos amanhã!
Grata


beijos
Paula Ribas

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Próxima reunião (12°) do Conselho Gestor - projeto Nova Luz

Caro Leitor,

Dia 19 de Outubro de 2011, será a próxima reunião do conselho gestor de ZEIS do projeto Nova Luz.
Participe e traga quem você quiser, muito importante a participação.
Diga que você vai aprticipar da reunião de ZEIS do projeto Nova Luz.

Dia: 19 de Outubro de 2011
Horário: 17:30h

Local: Prédio Martinelli ( próximo ao metrô São Bento)
Rua Líbero Badaro, 504. 18º andar  - auditório
Tel: 3397.3882
Grata
beijos
Paula Ribas

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Próxima reunião do Conselho Gestor de ZEIS - projeto Nova Luz PARTICIPE!

Reunião do projeto Nova Luz - Conselho Gestor de ZEIS na Prefeitura
foto: Camila de Oliveira


Caro leitor,

Na próxima 4° feira ( 05 de outubro) será realizada mais uma reunião do poder público com a sociedade civil organizada no enfrentamento do projeto Nova Luz.
Ótima oportunidade para debater com a Prefeitura depois das 3 audiências públicas do projeto Nova Luz no Pacaembú. 

Leia aqui sobre o 1° dia da audiência no Pacaembú.

Participe dessa reunião! Vamos incluir a demanda social agora, estamos nesse momento dentro das dicussões do projeto.
Traga sua crítica e sugestão seja você afetado diretamente pelo projeto ou não. Estamos discutindo o centro antigo de São Paulo.

Precisamos do apoio da comunidade local, pois o período de execução está prevista para dezembro de 2011. Agora é hora de discordar do projeto.


Dia: 05 de Outubro de 2011
Horário: 17:30h
Local: Prédio Martinelli ( próximo ao metrô São Bento)
Rua Líbero Badaro, 504. 18º andar  - auditório
Tel: 3397.3882


Grata por nos acompanmhar
beijos
Paula Ribas

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Reunião do conselho gestor na Prefeitura Hoje, Participe!

Caro Leitor,

Hoje acontecerá a reunião quinzenal com o conselho gestor de ZEIS 03 para debater o projeto Nova Luz.
Sua participação é muito importante! Acompanhe o debate nas questões de moradia e comércio e contribua com sua opinião. Nos ajude a ajudar o nosso bairro e nossa cidade.

O projeto Nova Luz caminha, e agora é o momento de incluir e debater o que queremos. Agora é a hora de fazer valer e dizer como você quer o bairro da Santa Ifigênia e Luz.

Veja CONVITE formal aos conselheiros:

Prezados Conselheiros,
Confirmamos a reunião de amanhã dia 21 de setembro de 2011, as 17h30, no 18º andar do edifício Martinelli.

Atenciosamente,
Alonso LópezDiretor
Habi-CentroSuperintendência de Habitação Popular
Secretaria Municipal de Habitação
Rua Líbero Badaro, 504. 7º andar sl 73B
Tel: 3397.3882


Qualquer cidadão pode participar, diga que você quer ir na reunião de ZEIS do projeto Nova Luz.
Construa com a gente, pois nossa luta é minimizar os impactos e os danos as pessoas da região.

Grata por nos acompanhar
beijos
Paula Ribas

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

37 Diretrizes aprovadas pelo Conselho Gestor de ZEIS 03 Projeto Nova Luz


Caro Leitor,
Como você vem acompanhando os trabalhos dos conselheiros dentro do projeto Nova Luz, publicamos abaixo a construção das 37 diretrizes já aprovadas.

Desde julho de 2011, o conselho gestor de ZEIS 03 (constituida pelo poder público e sociedade civil organizada)  se dedica semanalmente em encontros de trabalho com o objetivo de propor e incluir as demandas sociais  da região no projeto.

Segue abaixo material encaminhado e protocolado com a proposta inicial da Prefeitura (escrito em preto) e o que o conselho gestor incluiu (escrito em vermelho). 

Diretrizes para o Plano de Urbanização da ZEIS 3 C 016

Aprovadas pelo Conselho Gestor em 27 de julho de 2011

LEGENDA:
·        Diretrizes propostas pela PMSP
·        Diretrizes propostas pelos membros da sociedade civil no Conselho Gestor

São diretrizes para o Plano de Urbanização da ZEIS 3 C 016:
1.      Finalizar, revisar ou refazer o CADASTRO de todos os moradores e comerciantes presentes na área do perímetro do projeto Nova Luz, sejam estes inquilinos ou proprietários, a partir dos seguintes critérios:
a.      Fornecer protocolo de cadastramento ao cadastrado;
b.     Identificar com o cadastro todos os perfis de famílias e moradores visando o atendimento habitacional futuro: como famílias ou individuos que dividem a mesma habitação e necessitarão de casas separadas;
c.      Garantir a totalidade do cadastramento através de conferências com documentos como contas de água, luz e IPTU;
d.     Adequação da ficha de cadastro de HABI a realidade de estabelecimentos comerciais e pessoas em situação de rua;
e.      Esclarecimentos gerais a comunidade da necessidade do cadastramento.
Obs: Somente com a divulgação dos dados do cadastramento o Conselho Gestor estará apto a analisar a fundo cada uma das diretrizes estabelecidas a seguir.
2.      Promover a articulação entre as intervenções nas ZEIS, de modo que a diversidade funcional e social possa representar o equilíbrio que se busca para fazer um bairro de qualidade com sustentabilidade social:
a.      Articular os elementos de interesse do entorno das ZEIS e da Nova Luz com o interior da área;
b.      Integrar as habitações existentes e propostas com os equipamentos públicos a serem propostos para a área.
3.      Priorizar, no faseamento, a produção de habitação de interesse social sobre as demais intervenções e iniciar o processo de transformação principalmente sobre as áreas vazias e subutilizadas.
4.      Definição das áreas e imóveis que serão objeto de concessão e do programa de intervenções previstas, indicando aquelas essenciais ao desenvolvimento do PUZEIS:
a.      Revisão dos critérios para definição dos imóveis a renovar e a permanecer, definidos pelo Projeto Urbanístico Específico, observadas a legislação pertinente, a fim de não considerar apenas elementos construtivos, mas também a atividade produtiva existente e usos que representam a memória do bairro e da região;
b.     Definição do programa de atividades para as áreas indicadas como áreas a renovar pelo Projeto Urbanístico Específico, a partir da revisão dos critérios de intervenção redefinidos pelo Conselho Gestor.
5.      Analise do PUZEIS e a aplicação dos critérios de intervenção quadra a quadra.
6.      Reaproveitamento do máximo da estrutura existente, quando possível, para diminuir os impactos oriundos do remodelamento urbanístico.
7.      Definição do número de unidades habitacionais por tipo de empreendimento:
a.      Indicar para os imóveis a renovar, conforme critérios redefinidos no item anterior, o lote resultante e os empreendimentos propostos;
b.      Realizar estudo volumétrico que permita quantificar a área construída em cada novo empreendimento;
c.      Considerar o uso misto, nos termos previstos em lei, para os novos empreendimentos, priorizando a manutenção do ponto comercial existente nos térreos dos edifícios, e possibilitando a criação de sobrelojas para a instalação de pontos comerciais e de serviços que venham contribuir para a geração de renda dos moradores, respeitando a legislação aplicável.
8.      Criação de instrumentos que possam garantir a atuação sobre o parque edificado como uma atividade diferenciada:
a.      Avaliar mecanismos que indiquem o público alvo das habitações de HIS e HMP, atendidas as exigências previstas em lei;
9.      Criação de instrumentos que garantam a permanência da população residente na área de intervenção do Projeto Nova Luz, conforme prioridade a seguir:
a.      Moradores de habitações demolidas na área da ZEIS;
b.     Moradores de habitações demolidas no restante do perímetro do projeto Nova Luz;
c.      Moradores de habitações a mudar de uso no perímetro do projeto Nova Luz;
d.     Inquilinos de imóveis que venham sofrer com o processo de valorização e não possam mais arcar com os altos aluguéis.
10. Criação de instrumentos que coíbam a mercantilização das habitações sociais produzidas na ZEIS, a fim de que, com o futuro processo de valorização imobiliária da região, o subsídio destinado à população de baixa renda não seja encaminhado para a classe média, através da venda das habitações.
11. Criação de instrumentos que garantam a realocação do morador de sua habitação atual apenas quando a habitação definitiva estiver pronta, sem ter que se dirigir a habitações provisórias, priorizando a produção de habitação de interesse social sobre as demais intervenções e iniciar o processo de transformação principalmente sobre as áreas vazias e subutilizadas.
12. Criação de instrumentos que garantam a permanência dos comerciantes e prestadores de serviço nos térreos dos novos empreendimentos, em caso de terem os seus estabelecimentos demolidos e/ou transformados, conforme legislação aplicável.
13. Criação de instrumentos de garantias econômicas, financeiras e securitárias aos proprietários, empresários e locatários, em caso de desapropriações e/ou acordos pelas permutas em área, através de bancos e seguradoras com emissão de apólices de garantia a todos, sem exceção, conforme legislação aplicável.
14. No caso de desapropriação do imóvel, criação de instrumentos que garantam o envio de avisos por escrito via ofício com o número cadastral do IPTU a todos os proprietários e locatários, com antecedência mínima de 24 meses do início de cada fase.
15. Criação de instrumentos que garantam aos proprietários de imóveis comerciais e residenciais, em caso de desapropriação, a indenização pelo justo valor de mercado imobiliário e não somente pelo valor venal, pago em moeda nacional e 100% no ato, conforme legislação pertinente.
16. Criação de instrumentos que garantam aos locatários de imóveis comerciais, em caso de desapropriação do imóvel locado, a indenização pelo seu fundo de comércio, pelo justo valor de mercado, conforme legislação pertinente, considerando como valor:
a.      A sua clientela;
b.     Tempo de início das atividades;
c.      O faturamento mensal e evolutivo;
d.     O tempo de contrato e periodicidade do seu término;
e.      A sua projeção de lucros líquidos dentro de período estimado;
f.        Contrato de sua locação ‘apurável e realizável cessante’.
17. Criação de instrumentos que garantam que todas as obras, sem exceção, não venham a ser interrompidas por ordem de qualquer natureza, estando sujeitas a multas contratuais e apólices securitárias. Bem como, que as demolições só sejam iniciadas quando houver a previsão de início das obras, a fim de cumprir a função social da propriedade e não ampliar as áreas vazias do bairro.
18. Identificação dos imóveis de interesse de preservação que devam ser restaurados e também os imóveis que devam ser objeto de intervenção de forma a recuperar as fachadas ou as características relevantes, identificando ainda as visuais a serem preservadas e/ou valorizadas:
a.      Identificar imóveis preservados pelos órgãos de patrimônio a recuperar
b.      Identificar imóveis a preservar que não estejam protegidos pelos órgãos de patrimônio, mas que possuam características singulares, não se levando em conta apenas as características arquitetônicas, mas sobretudo usos e funções que sejam significativas para a história e para a memória do bairro, ou seja, que sejam identificados imóveis que representem o Patrimônio Imaterial na área do projeto Nova Luz.
19. Definição de critérios, conforme legislação aplicável, de incentivo, isenção e financiamento para a recuperação das edificações a permanecer, tombadas ou não pelo patrimônio histórico, com apoio à reforma através de assessorias técnicas e micro-crédito e capacitação dos profissionais envolvidos.
20. Caracterização da tipologia da unidade habitacional por perfil de morador, garantindo o atendimento para todas as famílias residentes e desalojadas pelas intervenções do projeto Nova luz, conforme prioridade apresentada:
a.      Propor tipologias de unidade habitacional, compatíveis com o perfil de composição e renda familiar dos futuros moradores.
21. A composição familiar e a renda do morador a ocupar as habitações em ZEIS devem ser identificadas no cadastro, devendo ser considerados os perfis que fogem ao padrão familiar tradicional (pais e filhos), considerando também:
a.      Casais sem filhos;
b.     Solteiros;
c.      Famílias unipessoais (pessoa só);
d.     Famílias ampliadas (compostas por membros com graus variados de parentesco: genro, nora, cunhado, etc);
e.      Famílias chefiadas por membros sem cônjuges.
22. Caracterização dos usos pretendidos para os imóveis que serão objetos de concessão, inclusive empreendimentos específicos, com estimativas de novos empregos a serem alcançados por meio da intervenção:
a.      Caracterizar os usos não residenciais pretendidos para os novos empreendimentos;
b.      Considerar a geração de empregos na proposta de novos empreendimentos.
23. Priorizar a geração de emprego e qualificação profissional para a população local, a partir da definição de instrumentos que garantam este atendimento, priorizando, a partir da identificação do cadastro:
a.      Desempregados;
b.     Trabalhadores informais;
c.      População de rua;
d.     Catadores de materiais recicláveis;
e.      Dependentes químicos (após passarem por sistema de tratamento adequado e moradia assistida, em parceria com o Programa Centro Legal).
24. Desenvolver programas de habitações coletivas para a população de rua, revertendo-se o fechamento dos albergues na área central de São Paulo.
25. Caracterização dos espaços públicos e privados de uso coletivo e definição de espaços e elementos referenciais / qualidade dos espaços públicos:
a.      Caracterizar as intervenções propostas para espaços públicos existentes;
b.      Caracterizar os espaços públicos propostos;
c.      Caracterizar os espaços privados de uso coletivo propostos.
26. Definir planejamento para os problemas mais graves encontrados na área do Projeto Nova Luz, como a precariedade da coleta de lixo, sistema de drenagem, iluminação pública, segurança e acessibilidade universal.
27. Implantação de programas de acessibilidade da população local aos bens de Lazer e Cultura, que hoje apresentam usos elitizados e, mesmo quando gratuitos, são intimidadores a população de menor renda.
28. Analisar o Plano de Mobilidade proposto para região, a fim de minimizar os impactos causados pelos grandes equipamentos propostos, a medida que o pedestre e o espaço público seja prioritário à circulação de carros, mas que estes tenham alternativas de estacionamento e circulação, sem entrar em conflito com os outros usos.
29. Garantir a permanência das características do bairro, para que não haja alterações nas nomenclaturas que representam a identidade do bairro, como nomes das ruas, avenidas e edifícios, ou alterações na caracterização do comércio local.
30. Promoção da inserção socioeconômica da população a ser atendida nos empreendimentos de interesse social (HIS e HMP):
a.      Sugerir mecanismos para inserção socioeconômica dos atuais e futuros moradores da ZEIS e da Nova Luz, como por exemplo, o uso dos térreos e sobrelojas dos edifícios para a geração de emprego e renda e programas de capacitação profissional.
b.      Promover o Desenvolvimento Humano da população local através de atividades culturais e de capacitação.
31. Desenvolver um sistema de acompanhamento social pós-ocupação e educação popular, sobretudo para a população de menor renda, através de gestão compartilhada entre poder público e movimentos de moradia, a fim de garantir a sua adaptabilidade à nova habitação, à convivência em condomínio e à emancipação econômica.
32. Desenvolvimento de políticas habitacionais alternativas à modalidade da casa própria, (como a Locação Social) para a população de 0 a 3 s. m., que é a maioria na área e que não consegue arcar com o sistema de financiamento formal.
33. Caracterização dos equipamentos públicos necessários ao atendimento da população a ser instalada (âncora), priorizando as necessidades sociais da população local mais fragilizada, como os usuários de drogas, a população de rua e os trabalhadores informais:
a.      Estimar os equipamentos públicos necessários para atendimento da população local, considerando o cenário futuro.
34. Definição de modelo de gestão do PUZEIS, que deve ser participativo e com a inclusão da população residente:
a.      Promover o acompanhamento da implementação do Plano de Urbanização da ZEIS através de seu Conselho Gestor.
35. Estabelecimento de um escritório local para a gestão da ZEIS na Nova Luz, onde se concentram informações e interface da Prefeitura com a população:
a.      Com disponibilização do projeto urbanístico e social detalhado;
b.     Com disponibilização das diversas legislações e documentos ligados ao projeto (jurídicos, urbanísticos, sociais, orçamentários, entre outros);
c.      Articulador das diversas políticas sociais na área (agentes de saúde, programas de geração de renda, de formação profissional, de atenção a idosos e crianças e jovens vulneráveis, entre outros), desenvolvidas tanto pelo poder público quanto pelas organizações sociais locais;
36. Que a gestão do projeto Nova Luz, em debate com este Conselho Gestor, inicie DE IMEDIATO um trabalho paralelo ao desenvolvimento do ‘Projeto’ para: promover a aceleração da qualidade de vida da população local e melhoria dos serviços públicos da região, como saúde pública, segurança, coleta de lixo, drenagem, iluminação, entre outros, à medida que a qualidade de vida na região está cada vez pior, dificultando a vida cotidiana dos seus moradores e trabalhadores.
37. O projeto Nova Luz, com horizonte de 20 anos de implantação, pode começar a ser implantado desde já, com a melhoria dos serviços básicos que são de responsabilidade direta do poder público.

 
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